Produtores de milho nos Estados Unidos se reuniram em Washington nesta quarta-feira, 15, para protestar contra decisão do governo norte-americano de flexibilizar as metas para o uso de biocombustíveis no país. De acordo com os produtores, a redução da exigência do uso de etanol na gasolina, anunciada no final de maio pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), prejudica a competitividade do biocombustível.
Essa redução se tornou assunto de grande importância para produtores agrícolas, já que eles esperam uma queda de 32% em sua renda neste ano, segundo o governo dos EUA. A indústria de etanol vem ajudando a sustentar os preços de milho desde 2007, quando foi aprovado o Padrão de Combustíveis Renováveis. Nos EUA, o etanol é fabricado principalmente a partir do cereal.
Em maio deste ano, a EPA flexibilizou as exigências acertadas no Padrão de Combustíveis Renováveis de 2007. Para 2015, a agência estipulou utilização de 16,3 bilhões de galões de biocombustíveis, 4 bilhões de galões a menos ante o que diz a lei de 2007. Para o ano que vem, devem ser consumidos 17,4 bilhões de galões de combustíveis renováveis, abaixo também dos 22,25 bilhões de galões definidos em 2007. Para 2017, a EPA só fez projeções para o biodiesel, cuja utilização deve alcançar 1,90 bilhão de litros. Fonte: Dow Jones Newswires.