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Produtores de etanol ganham "frente aliada" em MG


Jornal O Tempo - MG - Publicado: 12 Dez 2013 - 11:10 | Atualizado: 30 Nov -0001 - 21:00
Os produtores de açúcar e álcool de Minas Gerais ganharam ontem novos aliados: deputados estaduais que integram a recém-criada Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético Mineiro. Os usineiros, que passam por dificuldades por causa da falta de incentivo do governo federal, que culminou no fechamento de 51 indústrias no país, sendo seis em Minas, nos últimos três anos, esperam agora retomar o fôlego, triplicando sua produção e estabelecendo um mercado consumidor no Estado.

O aperto do setor em Minas, segundo o secretário executivo da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, é explicado pela impossibilidade das indústrias de repassar ao consumidor o custo da produção do etanol. "O Brasil incentiva o uso da gasolina em detrimento de combustíveis alternativos".

A primeira pauta da nova frente é relacionada à queda de braços com o Ministério Público Estadual, que alega inconstitucionalidade no novo Código Florestal mineiro. No próximo dia 18, parlamentares irão pessoalmente ao MP para tratar do assunto. "O MP é a maior praga do setor", ataca o presidente da frente, deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB), que anunciou para o mesmo dia a divulgação das "metas de ações prioritárias".

A ordem, segundo Campos, é promover a retomada de investimentos no setor, que há uma década produzia 15 milhões de toneladas de cana moída e agora ostenta a marca de 60 milhões, escoada, em sua maioria, para Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. "Produzimos aqui o dobro do etanol que é consumido e ainda perdemos para Goiás, que tem menos da metade da frota". Ele aponta ainda como grande desafio a redução do ICMS, que em 2010 era de 5% e passou agora para 19%, enquanto em São Paulo é de 12%.

Jáder Rezende
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