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Insatisfeitos com Fórum Nacional Sucroenergético, produtores do Nordeste criam nova associação


Notícias Agrícolas - Publicado: 02 Abr 2019 - 09:25 | Atualizado: 02 Abr 2019 - 11:18
Insatisfeitos com Fórum Nacional Sucroenergético, produtores do Nordeste criam nova associação

Pedro Robério Nogueira (Sindaçúcar-AL) e Renato Cunha (Sindaçúcar-PE) estão à frente da nova entidade representativa do setor sucroenergético

Desde esta segunda (1º), o Brasil passa a ter mais uma associação de classe de produtores de açúcar e etanol. É a Associação de Produtores de Açúcar e Bioenergia, nascida com 30 membros do Norte, Nordeste e de unidades produtivas de Goiás e do Espírito Santo. 

Segundo reportagem publicada pelo Notícias Agrícolas, ela foi criada para atender a interesses não contemplados pelo Fórum Nacional Sucroenergético (FNS), incluindo "uma discussão mais ampla do setor e de prioridades discriminadas". Ainda conforme o site, a nova entidade também surgiu devido ao "descontentamento dos membros diante de algumas agendas".

A associação será presidida por Renato Cunha, também presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) e vice-presidente do FNS. Além disso, o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, será presidente do Conselho. 

“Nós iremos preservar nossa conduta construtiva dentro do Fórum Nacional Sucroenergético, que tem o caráter de reunir entidades de classe de todo o país. Atuaremos também com as usinas e destilarias do Brasil, com capacidade para chegar de 45 a 50 membros ainda esse ano”, disse Renato Cunha.

Entre as demandas, por exemplo, estaria o pleito de venda direta de etanol das usinas aos postos, defendida por diversos produtores do Nordeste, por Cunha e pelo presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima, que também é o atual presidente da Câmara de Açúcar e Etanol no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esse pleito seria contrário aos interesse da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que reúne as indústrias do Centro-Sul, além de ser pouco apreciado dentro do FNS.

Outra agenda que também não teve apoio no FNS, também segundo o Notícias Agrícolas, foi a discussão sobre a manutenção do imposto de importação do etanol importado. A demanda é de interesse dos produtores do Nordeste, pois o biocombustível de milho norte-americano compete fortemente com o etanol de cana fabricado na região.

“No nosso planejamento estratégico, focaremos a necessidade de empoderar as teses genuínas da produção nacional, sem xenofobias, mas incrementando a competitividade, a produção nacional, políticas de renda, empregos e sustentabilidade para o nosso segmento. No contexto atual, acentuaram-se nos últimos anos muitas distorções sobretudo fruto do desequilíbrio existente nos mercadores compradores dos nossos produtos”, concluiu o presidente da recém-criada entidade.

Giovanni Lorenzon
Com edição novaCana.com