Com o desenvolvimento vegetativo comprometido pela seca e pelos incêndios, canaviais do Centro-Sul devem registrar uma menor produtividade
As consequências da estiagem que assolou a região Centro-Sul do Brasil em 2023/24, favorecendo a ocorrência de incêndios, deve ir além da atual temporada. Para o presidente da Datagro, Plínio Nastari, um dos impactos mais preocupantes deriva do atraso do desenvolvimento fisiológico da cana-de-açúcar.
“Mesmo que as chuvas voltem ao normal, as usinas ainda vão precisar de um tempo para que o canavial se desenvolva adequadamente e atinja o estágio de corte”, disse ele, durante o 18º Encontro Anual de Açúcar e Álcool, realizado pelo Citi Brasil.
Conforme números apresentados pela consultoria, os incêndios vistos nos últimos meses atingiram cerca de 450 mil hectares de canaviais. Dentro desse total, aproximadamente 200 mil hectares foram em áreas já colhidas, afetando plantas que já estavam em desenvolvimento por um período de um a cinco meses. “Elas foram perdidas, forçando as usinas a limparem os campos, começando do zero”, completa.
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