Atualmente, a matéria-prima para a fermentação tem uma proporção considerável de mel, comparada com os mostos fermentados na década dos anos 1980, já que atualmente predominam as destilarias anexas.
A maior parte do etanol é produzido por um processo de fermentação em batelada alimentada com reciclo de fermento (em torno de 80% do total). O restante do etanol é produzido por fermentação contínua multiestágio com reciclo de fermento, cujo processo é baseado na fermentação contínua proposta por Guillaume.
Com o aumento da moagem para fabricação de açúcar e a consequente geração de maior proporção de méis, o processo contínuo vem perdendo participação devido à dificuldade de operar estavelmente com percentagens elevados de mel final.
Os parâmetros característicos da fermentação, atualmente, são:
Na recuperação de etanol do vinho final e obtenção de álcool etílico hidratado carburante (AEHC), praticamente todas as destilarias obedecem ao mesmo padrão, empregando conjunto de coluna destiladora com esgotadora, epuradora e concentradora de cabeças, sendo a retificação da flegma realizada em conjunto esgotador, retificador ou com esgotamento final da flegmaça na destiladora (Flegstil).
Estes conjuntos são operados à pressão ambiente, empregando o vapor de escape das turbinas. Até o momento, não existe em operação nenhum arranjo para aumentar a eficiência energética da produção de AEHC acima dos valores correntes de 3-3,5 kg vapor por litro de etanol.
A produção de álcool etílico anidro carburante (AEAC) é feita, em sua maior parte, empregando a destilação azeotrópica, usando ciclohexano como ternário de desidratação e sem maiores recursos de otimização energética para redução dos atuais 1,5 kg a 2,0 kg de vapor por litro de etanol.
Mais recentemente, foram introduzidas a destilação extrativa com mono etileno glicol como agente extractante e o processo de absorção com peneiras moleculares, ambos com consumos energéticos significativamente menores.