A Petrobras produziu 2,78 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2023, alta de 3,7% ante o ano anterior, com avanços importantes no pré-sal, mas levemente abaixo do centro da meta estimada para o ano, informou a empresa em comunicado nesta sexta-feira, 26.
A produção comercial de óleo e gás natural ficou em 2,44 milhões de boed, enquanto a produção apenas de petróleo somou 2,24 milhões de barris por dia (bpd), adicionou a companhia.
O objetivo da empresa era produzir 2,8 milhões de boed, podendo variar em 2% para cima ou para baixo, segundo uma revisão apresentada em novembro. A previsão para a produção apenas de petróleo era de 2,2 boed.
“Como destaque de 2023, a companhia atingiu recorde anual de produção total própria de óleo e gás natural no pré-sal, com 2,17 milhões de boed, superando o recorde anterior de 1,97 milhão de boed, em 2022 e representando 78% da nossa produção total”, disse a empresa.
A companhia disse ainda que também atingiu o recorde de produção total operada de óleo e gás natural com 3,87 milhões de boed, superando o recorde anterior de 3,64 milhões de boed, de 2022.
Em 2023, a companhia colocou em operação quatro novas plataformas em importantes áreas do pré-sal e do pós-sal, que contribuíram com o resultado.
Ao longo do ano, a empresa destacou ainda que foram alcançadas as capacidades máximas de produção de óleo das plataformas P-71, no campo de Itapu, do FPSO Guanabara, no campo de Mero e do FPSO Almirante Barroso, no campo de Búzios. Este último, ocorrido em outubro de 2023, menos de cinco meses após o primeiro óleo, um recorde no pré-sal.
Também nesta sexta-feira, a Petrobras informou que suas estimativas de reservas provadas de óleo, condensado e gás natural resultaram em 10,9 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 31 dezembro de 2023.
Segundo a petrolífera, 84% do total de reservas provadas é de óleo e condensado, enquanto 16% é de gás natural.
Em 2023, a Petrobras manteve sua trajetória de adição significativa de reservas (1,5 bilhão de boe), após realizar em 2022 a maior adição de reservas de sua história (2,0 bilhões de boe) pelo segundo ano consecutivo, com reservas provadas em 10,5 bilhões de boe.
De acordo com a estatal, a adição de reservas em 2023 ocorreu, principalmente, em função do bom desempenho dos ativos, com destaque para os campos de Búzios, Tupi e Atapu, na Bacia de Santos, e da declaração de comercialidade dos campos não operados de Raia Manta e Raia Pintada, na Bacia de Campos.
“Não tivemos alterações relevantes nas reservas decorrentes de variação do preço do petróleo”, ressaltou a petrolífera.
A empresa acrescentou que o índice de reposição orgânica de reservas, desconsiderando efeitos dos desinvestimentos, alcançou 168% da produção do ano em questão, tornando os anos de 2021 a 2023 os de maior índice de reposição orgânica de reservas da história da companhia, atingindo o valor de 207%.
A relação entre as reservas provadas e a produção se manteve em 12,2 anos, repetindo 2022.
Marta Nogueira e Patricia Vilas Boas