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Produção de etanol nos EUA ficará estagnada até 2025, analisa USDA

eua mapa 170315Maior produtor de etanol do mundo terá crescimento "severamente limitado". Visão é do Departamento de Agricultura do Governo dos EUA

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Depois de uma década de intenso crescimento, o país que em pouco tempo ultrapassou o Brasil e se tornou o maior produtor mundial de etanol, pode estar à beira de um período de absoluta estagnação. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), não há qualquer expectativa de crescimento na produção de etanol norte-americana até 2024.

Com metas de consumo obrigatório de combustíveis renováveis, os EUA impulsionaram o crescimento dos biocombustíveis e colocaram o país na vanguarda dessa indústria. No entanto, o consumo das alternativas “verdes” se manteve atrelada ao uso de carburantes fósseis no país. Agora a tendência baixista no consumo de derivados de petróleo, golpeia o etanol norte-americano.

A perspectiva consta um relatório divulgado em que o órgão governamental projeta o futuro, de 2015 a 2024.

Depois de uma década de intenso crescimento, o país que em pouco tempo ultrapassou o Brasil e se tornou o maior produtor mundial de etanol, pode estar à beira de um período de absoluta estagnação. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), não há qualquer expectativa de crescimento na produção de etanol norte-americana até 2024.

Com metas de consumo obrigatório de combustíveis renováveis, os EUA impulsionaram o crescimento dos biocombustíveis e colocaram o país na vanguarda dessa indústria. No entanto, o consumo das alternativas “verdes” se manteve atrelada ao uso de carburantes fósseis no país. Agora a tendência baixista no consumo de derivados de petróleo, golpeia o etanol norte-americano.

A perspectiva consta um relatório divulgado em fevereiro, em que o órgão governamental projeta o futuro, de 2015 a 2024, para diversos segmentos agrícolas dos EUA. Para a produção de etanol de milho no país, o documento não deixa dúvidas de que o cenário é de crescimento zero, com uma linha levemente decrescente para os anos intermediários do período.

O principal motivo para “produção estável”, como prefere a USDA, são as barreiras existentes para o aumento do consumo doméstico. O relatório menciona de forma sintética os principais gargalos para a produção interna de etanol, especialmente a “parede da mistura” do E10 (gasolina com 10% de etanol):

“Quase nenhum crescimento é projetada para a produção de etanol de milho nos próximos dez anos. Esta projeção reflete a diminuição do consumo geral de gasolina nos Estados Unidos (que é principalmente uma mistura com 10% de etanol), infraestrutura e outras restrições sobre o crescimento do mercado do E15 (15 % de mistura de etanol), e o pequeno tamanho do mercado de E85 (85% de mistura de etanol)”, resume a publicação.

1 USDA previsões 2015-2024

Estima-se que em 2013 apenas 60% dos postos oferecessem o E15. O que o governo chama de “restrições de infraestrutura” acaba por “limitar severamente” o crescimento dessa alternativa. Já o consumo de E85, apesar de estar em crescimento, continua a ser um mercado muito pequeno, de acordo com o relatório. Já na a exportação, a projeção é de ganhos moderados, o que não deve impactar significativamente os volumes produzidos.

“No entanto”, minimiza o USDA, “uma forte presença de etanol no setor [de milho] continua, com cerca de 35% do consumo total de milho prevista para ir para a produção de etanol durante o período da projeção”.

Como o foco da análise recai sobre a agricultura, o órgão governamental não projeta o volume do biocombustível a ser produzido pelos EUA no decênio, mas sim a quantidade de matéria-prima a ser destinada para a fabricação do produto.

Em 2015, o relatório estima, serão utilizados na fabricação do etanol norte-americano 5,134 milhões de bushels de milho, medida equivalente a creca de 130,4 milhões toneladas do cereal. Na metade do decênio esse volume cai ligeiramente para 5,075 milhões de bushels de milho (128,9 milhões de toneladas) e o período encerra com uma demanda de 5,2 milhões de bushels de milho (132 milhões de toneladas) para a fabricação de etanol. Uma tonelada de milho gera em torno de 400 litros de etanol.

Pela projeção, ao final dos dez anos a demanda por matéria-prima para a produção de etanol nos EUA terá crescido 1,2%, enquanto o uso total de milho terá aumentado 3,4% e a produção do grão 8,3%.

A RFA, associação que reúne os produtores de etanol dos EUA, estima que em 2014 o país produziu 14,3 bilhões de galões de etanol, equivalente a 54,1 bilhões de litros. O volume é quase o dobro da produção brasileira, que no acumulado da safra 2014/15, até 1º de fevereiro, marcava 28,2 bilhões de litros de etanol de cana-de-açúcar, conforme os últimos dados do Ministério da agricultura.

2 USDA previsão 2014-2025

Amanda SchArr – NovaCana

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