Os EUA estão de olho no desenvolvimento do etanol celulósico no Brasil e já fazem previsões para o curto prazo
Os EUA estão de olho no desenvolvimento do etanol celulósico no Brasil e já fazem previsões para o curto prazo. A tecnologia tem potencial para mexer com o mercado mundial de açúcar e etanol, além de promover alterações na exportação e importação entre os dois países.
A previsão para o etanol celulósico no Brasil apresentada por analistas do governo norte-americano está detalhada a seguir.
Os EUA estão de olho no desenvolvimento do etanol celulósico no Brasil e já fazem previsões para o curto prazo.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou relatório sobre o mercado de cana-de-açúcar no Brasil e incluiu na análise sua visão sobre o desenvolvimento do etanol de segunda geração.
A tecnologia tem potencial para mexer com o mercado mundial de açúcar e etanol, além de promover alterações na exportação e importação entre os dois países.
De acordo com o documento, a produção deve chegar a seis milhões de litros em 2016 e apenas oito milhões de litros em 2017. “Isso representa uma porção insignificante do total de etanol produzido no Brasil”, ressaltou o relatório.

Seguindo exatamente a mesma proporção, a quantidade de bagaço de cana-de-açúcar direcionada para a produção de etanol celulósico deve alcançar apenas 33 toneladas em 2016 e 44 toneladas em 2017 – um crescimento de 33,3%.

Para a elaboração do estudo, o USDA considerou não apenas a produção das unidades da Granbio e da Raízen – únicas plantas de E2G com capacidade para operar em escala comercial no país – como também a unidade de demonstração do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), localizada em São Manoel (SP), e com capacidade de 3 milhões de litros anuais.
Juntas, as três usinas teriam capacidade de produzir até 127 milhões de litros de etanol celulósico por ano.
Para o governo dos Estados Unidos, no entanto, as unidades não devem operar com mais de 5% de sua capacidade em 2016 e 6% em 2017. Em outras palavras, ao prever uma taxa de ociosidade de 94% para 2017, o USDA acredita que o etanol celulósico brasileiro seguirá no curto prazo passando por muitos ajustes.

As previsões do USDA fazem parte de um relatório mais amplo sobre o mercado de cana-de-açúcar. Os detalhes deste relatório completo pode ser acessados na reportagem: Com déficit global de açúcar, mercado de etanol no Brasil deve ficar estagnado até 2018
Renata Bossle – NovaCana