Por Nicolle Monteiro de Castro*
A produção de açúcar do Centro-Sul na primeira quinzena de maio deve totalizar 2,46 milhões de toneladas, um aumento de 53% em relação ao ano anterior, de acordo com as expectativas dos analistas consultados pela S&P Global Platts nesta quinta-feira (21).
De acordo com eles, as usinas brasileiras vêm testando os limites do setor para a produção máxima de açúcar em meio a bons preços no mercado internacional, uma desvalorização do real em relação ao dólar e uma fraca demanda por etanol.
A quantidade de cana-de-açúcar moída na primeira quinzena de maio deve totalizar 41,5 milhões de toneladas, um aumento de 6,35% em relação ao ano anterior, segundo o consenso da pesquisa. Se esta previsão estiver correta, a moagem acumulada nos primeiros 45 dias da safra 2020/21 alcançará 101,88 milhões de toneladas.
Segundo os analistas, o esmagamento não foi prejudicado pela disseminação da pandemia de coronavírus no Brasil, que inicialmente levantou preocupações sobre possíveis interrupções nas atividades. Além disso, condições de clima seco favoreceram o ritmo acelerado de colheita. De acordo com os analistas, em torno de meio dia de colheita foi perdido por conta de chuvas ao longo da quinzena.
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