A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil deve totalizar 2,671 milhões de toneladas na primeira quinzena de setembro, queda de 16,7% no ano, mostra uma pesquisa com 10 analistas consultados pela S&P Global Platts em 21 de setembro.
De acordo com os eles, o esmagamento da cana deve ficar entre 34,8 milhões de toneladas e 42,4 milhões de toneladas. A estimativa média é de uma moagem total de 38,8 milhões de toneladas, queda de 13,2% no ano.
“O esmagamento da cana provavelmente dará sinais de desaceleração na primeira quinzena de setembro devido às expectativas de que algumas usinas já tenham parado de produzir neste ano-safra”, disse um analista da S&P Global Platts Analytics.
A proporção da cana utilizada para a produção de açúcar deve ser de 46,1%, ante os 47,3% de um ano antes. Embora os produtores brasileiros tenham aproveitado as recentes altas nos preços do etanol hidratado e do anidro, a expectativa de longo prazo é de que as usinas continuem a maximizar sua produção de açúcar dada a maior lucratividade em relação ao etanol.
“Os dados de agosto da Unica [União da Indústria de Cana-de-açúcar] não trouxeram nenhuma surpresa ao mercado, mas setembro pode ter algumas se as usinas começarem a fechar mais cedo para a safra”, disse a Platts Analytics.
Por sua vez, a produção total de etanol da cana-de-açúcar deve ser de 2,07 bilhões de litros, uma redução de 10,8% em relação ao ano anterior.
A produção de etanol hidratado com a cana foi estimada em 1,12 bilhão de litros na quinzena, de acordo com a média das respostas dos analistas à pesquisa. Isso seria uma queda de 25,2% ano a ano.
Já a fabricação de anidro, também a partir da cana, é esperada em 820 milhões de litros, um aumento de 16,4% em relação ao ano anterior, de acordo com o levantamento.
Por sua vez, a produção de etanol de milho deve ser de 130 milhões de litros, um aumento de 7,4% ano a ano. Neste caso, 89 milhões de litros seriam de hidratado, um aumento de 18,5% ano contra ano, enquanto a fabricação de etanol anidro na primeira quinzena de setembro é estimada em 41 milhões de litros, uma redução de 10,4% em relação ao ano anterior.
A S&P Global Platts espera que a Unica divulgue em breve seus números oficiais referentes à produção sucroenergética no Centro-Sul.