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Recorde Negativo: Procura pelo Prorenova continua baixa e usinas ficam sem novos empréstimos do BNDES

canaviais 15121517 empresas do setor conseguiram dinheiro com o BNDES nos 10 primeiros meses de 2016, desses, 16 foram via ProRenova

NovaCana 5 min de leitura

A fraca procura pelo Prorenova em 2016 não é uma novidade para o setor sucroenergético. O programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi lançado apenas em março e até junho ainda não havia despertado o interesse das usinas. Os poucos contratos fechados no ano ainda eram resquícios da edição anterior.

Contudo, o banco se mantinha relativamente otimista em relação ao setor, inclusive com a previsão de uma concentração das solicitações nos últimos meses do ano.

O NovaCana fez um levantamento dos contratos aprovados pelo BNDES por meio de operações diretas e indiretas não automáticas e descobriu que, até 31 de outubro, apenas 17 companhias conseguiram novos financiamentos – 16 delas dentro do programa de renovação dos canaviais (Prorenova).

A expectativa do banco, anunciada em outubro, era de emprestar cerca de R$ 1,5 bilhão em 2016, um número 26% inferior ao de 2015. Porém, faltando os dois últimos meses do ano, no total, foram distribuídos apenas R$ 346,89 milhões em as operações diretas e indiretas não automáticas – que, em geral, abrangem financiamentos acima de R$ 10 milhões.

Saiba mais:

- Listagem das companhias que aprovaram financiamentos

- Área de canavial financiada com recursos do Prorenova

- Valores e condições dos contratos aprovados

- Bancos que atuaram como intermediários para o setor sucroenergético

A fraca procura pelo Prorenova em 2016 não é uma novidade para o setor sucroenergético. O programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi lançado apenas em março e até junho ainda não havia despertado o interesse das usinas. Os poucos contratos fechados no ano ainda eram resquícios da edição anterior.

Contudo, a expectativa do banco era relativamente otimista. Em outubro, o gerente do departamento de biocombustíveis do BNDES, Artur Yabe, afirmou que o comportamento habitual das sucroenergéticas é dar entrada nos pleitos durante o último trimestre do ano.

A estimativa de Yabe era que o setor alcançasse a marca de R$ 1,5 bilhão em financiamentos aprovados no ano, um número 26% inferior ao de 2015. Ainda assim, as operações diretas e indiretas não automáticas – que, em geral, abrangem financiamentos acima de R$ 10 milhões – somaram apenas R$ 346,89 milhões até 31 de outubro de 2016.

Novos financiamentos apenas via Prorenova

Em uma comparação com a divulgação anterior, que contabilizava os contratos até junho de 2016, não houveram novas aprovações de financiamentos para investimento em novas tecnologias, estoques ou em modernização fabril. Desse modo, o único projeto industrial do ano segue sendo o da Unidade WD, do Grupo Detoni. O financiamento de R$ 55,28 milhões é destinado para a expansão da unidade de cogeração – ampliando a capacidade de 18,5 MW para 46 MW –, para a construção de subestação e linhas de transmissão, para o plantio de três mil hectares de cana-de-açúcar em Minas Gerais e para investimentos sociais.

Assim, sem a confirmação de novas aprovações de financiamentos para a indústria, todas as demais operações não automáticas realizadas pelo BNDES em 2016 aconteceram dentro do âmbito do Prorenova. Segundo os atuais números, o programa aprovou R$ 291,61 milhões no período de janeiro a outubro. O valor é o menor já registrado pelo programa para o período, marcando uma queda de 39,5% na comparação com os mesmos meses de 2015.

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No entanto, quando se observa especificamente dados do setor sucroenergético, a atualização do BNDES incluiu apenas financiamentos aprovados até o final de julho. Ou seja, existe a possibilidade de o banco ter deixado de fora alguns empréstimos, pois ele costumeiramente faz atualizações retroativas. Inclusive, foram acrescentados quatro contratos aprovados no período de maio a junho que não constavam na versão anterior do documento, referente ao período de janeiro a junho.

De acordo com o BNDES, as atualizações retroativas acontecem porque alguns contratos ainda não estavam oficializados no sistema do banco até a data estipulada, que, neste caso, era 31 de outubro. As ausências, assim, são justificadas como um resultado dos trâmites cartorários. O BNDES informou ainda que está realizando iniciativas em prol de uma maior automatização, para minimizar a apresentação de dados incompletos.

Assim, a princípio, além dos oito contratos já divulgados anteriormente, outros dez foram aprovados. No total, 16 empresas de 14 grupos sucroenergéticos conseguiram aprovar financiamentos com o BNDES no período. Estas empresas estão apresentadas no gráfico abaixo.

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A edição de 2016 do Prorenova tem orçamento de R$ 1,5 bilhão, igual ao de 2015, e as empresas tiveram até o dia 31 de dezembro para apresentar seus projetos para a instituição para terem acesso a esses recursos. O limite de financiamento por hectare é de R$ 7,62 mil, ante R$ 7 mil no ano anterior. Já o limite por grupo econômico é de R$ 150 milhões, sendo 70% desse montante em TJLP e o restante em Selic.

Panorama completo dos investimentos

A relação completa de contratos fechados desde 2002 pelas usinas de açúcar e etanol via operações diretas e indiretas não automáticas com o BNDES está disponível no NovaCana DATA.

A planilha interativa é exclusiva para assinantes e traz 22 gráficos que formam um perfil dos investimentos do setor.

Renata Bossle – NovaCana

Atualização (19/01, às 11h): O texto foi alterado para incluir a justificativa do BNDES a respeito de atualizações retroativas.

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