O Citi informou em relatório que considera positiva a dinâmica do etanol e do negócio de energia da Raízen, compensando parcialmente os números abaixo do esperado do açúcar e da margem dos negócios brasileiros de mobilidade, conforme prévia do primeiro trimestre da safra 2024/25 (abril de 2024 a março de 2025) da companhia.
“Adicionalmente, destacamos que o segmento de mobilidade deve imprimir melhor tendência para os próximos trimestres da safra 2024/25, por causa dos menores estoques de diesel e dos preços domésticos abaixo do PPI (preço de paridade de importação)”, disse o banco sobre a companhia.
O texto, assinado pelo analista Gabriel Barra, segue: “A empresa se beneficiará da recuperação contínua dos preços do etanol, do aperto do saldo entre oferta e demanda doméstico, impulsionado pela ação dos preços da Petrobras para aumentar o preço da gasolina na refinaria”.
Mas o Citi pondera que o relatório de prévia operacional do 1º trimestre 2024/25 da Raízen “pode trazer alguns riscos negativos” para os números. “As vendas próprias de açúcar ficaram abaixo das nossas estimativas e a margem da mobilidade brasileira pode estar abaixo da nossa previsão de R$ 157/m³”, justifica.
O banco projeta lucro antes de juros, depreciação, amortização e impostos (Ebitda) ajustado de R$ 2,7 bilhões para a Raízen no 1º trimestre da safra 2024/25. A companhia deve divulgar os resultados em 13 de agosto.
Além disso, o Citi tem recomendação de compra para os papéis da Raízen, com preço-alvo de R$ 5 a ação, representando retorno esperado de 64,5%, considerando o fechamento de terça-feira, 23, a R$ 3,04 a ação.