Por Miguel Ivan Lacerda*
Minha intenção com essa prestação de contas é demostrar e tornar públicas as métricas utilizadas, bem como os principais resultados alcançados de uma forma simples, menos prolixa e burocrática possível – porque essa também costuma ser a minha prática.
A intenção é expor as ações da minha gestão de forma simples e prática, mas é claro que essas políticas e resultados são divididos com a minha equipe e várias outras pessoas que ajudaram a alcançar esses resultados.
Articulamos uma estratégia para o setor que se materializou na criação do RenovaBio.
Definimos processo e metas claras para cada etapa nos moldes do mais moderno modelo de gestão (usei BPM – gestão por processos) e em todas as ações.
Os meus colegas servidores, que trabalhavam na minha equipe, tinham as suas metas e indicadores de resultados (KPIs).
Relevante mencionar que estabelecemos um mote que expressava os valores dessa posição estratégica: “no departamento de Biocombustíveis só fazemos o que é certo”.
Essa frase resume o modo de ação de nossa equipe e de todos os outros indivíduos que se juntaram em nossa estratégia.
Assumi, no final de novembro de 2016, a Diretoria de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia depois de mais de uma década de criação desse departamento no ministério e de apenas ter havido um gestor desde a sua criação.
Fui informado, por vezes, de uma áspera relação entre o comando do departamento e secretaria e o setor produtivo, conforme disponível em matérias e relatos disponíveis na internet.
O ambiente não era favorável a promoção dos bicombustíveis por diversas razões. Parte do ambiente de resistência aos biocombustíveis no país é descrito da tese de doutorado, que pode ser encontrada aqui.
Em resumo, o crescimento do etanol era nulo e, na verdade, havia uma clara tendência de redução do uso de hidratado no país. Havia uma estagnação do uso do biodiesel em 7% de sua mistura com diesel, nenhuma evolução do uso do biogás e não havia política para bioquerosene de aviação.
Tudo isso como grande resistência de setores antagonistas a uma produção e uso maiores de biocombustíveis no país.
Irei-me abster de detalhar ações implementadas ou articuladas no Departamento como:
Nesse contexto, concentrados em cinco resultado agrupados relevantes, entregamos os seguintes resultados.





Acredito que trabalhamos juntos, forjamos amizades reais, rimos e nos divertimos, mesmo com muito trabalho, e que contribuímos para um Brasil melhor. Independentemente de quaisquer pressões, “no Departamento de Biocombustíveis só fizemos o que era certo.”
Meus agradecimentos a todos que contribuíram com essa minha jornada.
* Miguel Ivan Lacerda é economista e funcionário de carreira da Embrapa. Atuou como diretor do departamento de biocombustíveis do MME de novembro de 2016 a outubro de 2020.
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