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Presidente da EPE revela histórico de inadimplência das usinas na cogeração

tomalsquim epe bioeletricidade 040414Maurício Tolmasquim torce para que o problema não volte a acontecer, mas mostrou que continua preocupado com a credibilidade do setor
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O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, aproveitou o seminário realizado pela Unica nesta terça-feira (1º) sobre bioeletricidade, para mostrar que a credibilidade do setor fica comprometida com os descumprimentos de contratos de fornecimento de energia elétrica.

A preocupação esteve alinhada com as declarações feitas no mesmo evento pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho.

Para evidenciar o tamanho do problema, Tomalsquim informou o histórico de entrega de energia de bagaço. E, apesar de torcer pela fim do problema, mostrou que continua preocupado com a credibilidade do setor.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, aproveitou o seminário realizado pela Unica nesta terça-feira (1º) sobre bioeletricidade, para mostrar que a credibilidade do setor fica comprometida com os descumprimentos de contratos de fornecimento de energia elétrica.

A preocupação esteve alinhada com as declarações feitas no mesmo evento pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho.

Para evidenciar o tamanho do problema, Tomalsquim informou o histórico de entrega de energia de bagaço. Em 2010 se gerou 47% da garantia física estabelecida e 87% do contratado, já em 2011 foi gerado apenas 42% da garantia física e 69% do contratado.

Tolmasquim disse torcer "para que esses tenham sido pontos fora da curva e que a bioeletricidade esteja arrebentando a 'boca do balão' e produzindo até mais do que a garantia física contratada". O presidente da EPE pareceu desconhecer os números apresentados horas antes pelo representante do MME. Ventura Filho havia revelado que as usinas estavam entregando apenas 60% da garantia física contratada nos leilões de energia.

Apesar da esperança, Tolmasquim mostrou que continua preocupado com a credibilidade do setor. A bioeletricidade "tem uma série de benefícios, só tem uma coisa que estamos precisando a mais: garantir que na hora em que precisa, ela esteja lá na quantidade [contratada]".

O presidente da EPE ainda listou benefícios concedidos exclusivamente para as térmicas à biomassa, como financiamentos com maior percentual de itens financiáveis (até 80%) e maior prazo para amortização da dívida (até 20 anos).

2014 será muito importante para a biomassa
Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, a melhor oportunidade para as usinas sucroenergéticas comercializarem energia no mercado regulado se dará no próximo Leilão A-5, com fornecimento para 2019. "Esse ano de 2014 vai ser um ano muito importante para a biomassa, preparem-se para esse Leilão A-5", afirmou durante o seminário do "dia da verdade sobre a bioeletricidade", realizado dia 1º.

Tolmasquim garantiu que a biomassa estará disputando apenas entre térmicas no certame. Sem a concorrência das eólicas e com um preço teto melhor, justamente para viabilizar as térmicas à carvão e à gás, mais onerosas que as de biomassa, o setor pode ter condições de emplacar mais projetos. "Tem um valor que vai ser dado – olhando essas outras fontes – e que dá para a biomassa um diferencial benéfico, pelo fato de ser uma fonte mais barata em relação às outras duas", comentou.

Antes disso, será realizado o Leilão A-3, no próximo dia 6 de junho, quando concorrem todas as fontes, mas não há otimismo sobre a comercialização da bioeletricidade nessa ocasião. Há 527 usinas geradoras, de diversas fontes, já inscritas que oferecem um total de 6 mil MW de potência.  "Não creio que esta será a grande chance da biomassa. Acho que a grande chance da biomassa será no outro leilão, que é o A-5 para [entrega da energia em] 2019", reforçou.

Apesar disso, o presidente da EPE afirma que a biomassa é cada vez mais importante ao setor elétrico e para isso é fundamental que se possa "sempre contar com ela".

Amanda SchArr – NovaCana
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