Aumento foi de quatro pontos desde 15 de junho; fila de navios em Santos aguarda embarque de 2,76 milhões de toneladas
Por Nicolle Monteiro de Castro*
O prêmio do açúcar brasileiro em relação aos contratos futuros negociados na ICE com vencimento em julho subiu quatro pontos desde 15 de junho. O principal motivo está em restrições relacionadas à exportação de um volume potencialmente alto do produto bruto pelo porto de Santos, afirmam fontes do mercado.
Independentemente do impacto negativo da pandemia de coronavírus na demanda global de açúcar, espera-se que o Brasil exporte 10 milhões de toneladas a mais durante a safra 2020/21 na comparação com o ano passado. Isso deve exercer uma forte pressão na capacidade logística dos portos do país.
Em 18 de junho, a S&P Global Platts avaliou o açúcar bruto FOB para embarque em julho, pelo porto de Santos, com um prêmio de 16 pontos – um aumento de 3 pontos no dia.
Anteriormente, no dia 17, a avaliação não tinha sido modificada mesmo que duas tradings tenham relatado que venderam a carga FOB pelo contrato julho mais 16 pontos. No entanto, essas negociações não foram validadas por diversas fontes e nenhuma proposta foi divulgada no mercado.
Porém, em 18 de junho, diversos participantes do mercado afirmaram que havia três potenciais compradores para o envio de julho propondo negociações com o acréscimo de 15 pontos. Ao mesmo tempo, a oferta estava considerando o contrato julho mais 25 pontos.
Por Nicolle Monteiro de Castro*
O prêmio do açúcar brasileiro em relação aos contratos futuros negociados na ICE com vencimento em julho subiu quatro pontos desde 15 de junho. O principal motivo está em restrições relacionadas à exportação de um volume potencialmente alto do produto bruto pelo porto de Santos, afirmam fontes do mercado.
Independentemente do impacto negativo da pandemia de coronavírus na demanda global de açúcar, espera-se que o Brasil exporte 10 milhões de toneladas a mais durante a safra 2020/21 na comparação com o ano passado. Isso deve exercer uma forte pressão na capacidade logística dos portos do país.
Em 18 de junho, a S&P Global Platts avaliou o açúcar bruto FOB para embarque em julho, pelo porto de Santos, com um prêmio de 16 pontos – um aumento de 3 pontos no dia.
Anteriormente, no dia 17, a avaliação não tinha sido modificada mesmo que duas tradings tenham relatado que venderam a carga FOB pelo contrato julho mais 16 pontos. No entanto, essas negociações não foram validadas por diversas fontes e nenhuma proposta foi divulgada no mercado.
Porém, em 18 de junho, diversos participantes do mercado afirmaram que havia três potenciais compradores para o envio de julho propondo negociações com o acréscimo de 15 pontos. Ao mesmo tempo, a oferta estava considerando o contrato julho mais 25 pontos.
De acordo com o mercado, a questão logística das exportações de açúcar bruto pelo porto de Santos suportou esse movimento de aumento no prêmio brasileiro para o mês. “Os traders estão preferindo pagar prêmios mais altos a fim de diminuir o custo de sobre-estadia”, afirmou um trader internacional do produto.
“A queda na produção de açúcar em exportadores tradicionais, como a Tailândia, combinada com o baixo preço no início da safra 2020/21 e com taxas de frete próximas aos menores níveis históricos, encorajou a antecipação dos embarques”, disse o chefe de exportação de açúcar da ED&F Man Brasil, Rodrigo Ostanello.
O porto de Santos tem observado números recordes de navios na fila para carregar açúcar desde abril, quando a safra começou oficialmente no país. A expectativa é que o porto deva continuar registrando recordes nos próximos meses da temporada.
De acordo com a agência marítima Unimar, 39 navios estão esperando para carregar 1,95 milhão de toneladas de açúcar bruto no porto de Santos, enquanto outros 18 devem chegar entre 19 de junho e 3 de julho para carregar outras 816 mil toneladas. No total, são mais de 2,76 milhões de toneladas cujo embarque já foi declarado.
O último navio previsto deve chegar no porto em 3 de julho e sair no dia 29 do mesmo mês, o que significa 26 dias de espera no terminal da Rumo.
O contrato futuro de açúcar negociado na ICE vence em 30 de junho e participantes do mercado estão estimando um novo volume recorde do produto a ser entregue pela região Centro-Sul. Este açúcar deverá ser enviado entre 1º de julho e 15 de setembro.
Assim, se essa estimativa se confirmar, a infraestrutura do país precisará superar sua eficiência e contar com boas condições climáticas para garantir o suprimento global da commodity.
Os terminais de açúcar brasileiros não podem carregar os navios em dias chuvosos, já que não possuem um telhado para proteger as mercadorias. Qualquer dia operacional perdido devido à chuva pode se transformar em um tempo de espera mais longo e, consequentemente, em uma maior pressão no prêmio.
* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts
Com tradução NovaCana