
Andy Duff não vê SAF como agente que “mudará o jogo” da produção de etanol brasileira
“Ninguém está preocupado com a demanda, o problema é do outro lado”. O “problema” citado pelo estrategista global de açúcar do Rabobank, Andy Duff, é quanto à produção do combustível sustentável de aviação (SAF). A declaração aconteceu durante a sétima edição da Conferência NovaCana, ocorrida em São Paulo (SP).
De acordo com ele, por mais que o setor de aviação mundial precise de muito SAF para descarbonizar o espaço aéreo, a oferta ainda é incerta. Duff relembra que o “plano” da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) é chegar a zero emissões até 2050 e, para isso, há uma projeção de que 65% do esforço viria com o uso SAF.
Assim, embora exista uma demanda anual projetada de 450 bilhões de litros, a produção atual é de 1,8 bilhão de litros. “[A fabricação] está crescendo muito, mas ainda tem muita coisa a ser feita. No longo prazo, essa meta é impossível de atingir com SAF baseado em biocombustíveis”, afirma e completa: “O impacto sobre os mercados de commodities agrícolas seria desastroso”.
Ele explica que, em algum momento, as rotas power-to-liquid para combustível de aviação – que são tecnologias não biológicas, como a conversão do dióxido de carbono – terão que chegar no mercado. Mas no curto prazo, as opções disponíveis são, em grande parte, de matérias-primas de origem biológica.
“Existe essa janela de oportunidade para combustíveis de primeira geração pegarem a onda do crescimento vertiginoso da demanda para SAF”, completa.
Confira a análise completa de Duff sobre o assunto no texto completo.
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