Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 14 a 20 de janeiro:

Os valores do etanol caíram em 17 estados; já os da gasolina baixaram em 15 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em 11 estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado teve alta nas usinas paulistas e queda nas mato-grossenses e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 440 cidades brasileiras
Os preços médios do etanol caíram enquanto os da gasolina ficaram estáveis nos postos brasileiros, após uma semana de alta. Entre 14 e 20 de janeiro, o biocombustível saiu de R$ 3,43 por litro para R$ 3,42/L, queda de 0,3%. Por sua vez, seu concorrente fóssil seguiu em R$ 5,58/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com a variação semanal, o renovável ganhou vantagem comercial e, portanto, manteve-se dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o da gasolina foi de 61,3% na média nacional, pouco abaixo dos 61,5% de uma semana antes.
Nas médias estaduais, o biocombustível é competitivo em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Tocantins.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 1,8434/L para R$ 1,9012/L, alta de 3,1%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Além disso, também houve baixa de 1,1% nas produtoras goianas e queda 0,01% nas mato-grossenses.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 440 cidades, três a menos do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 14 a 20 de janeiro, os preços do etanol caíram em 17 estados, subiram em seis, ficaram estáveis em três e não foram apresentados em um. Já os da gasolina baixaram em 15 unidades da federação, aumentaram em oito e ficaram estáveis em quatro.

Em São Paulo, o biocombustível caiu 0,3%, para R$ 3,25/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,47/L, com estabilidade no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços foi de 59,4%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,75/L, acréscimo de 3% na semana. Enquanto isso, a gasolina subiu 1,6%, para R$ 5,73/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 65,4%, um resultado ainda vantajoso para o consumo de etanol, mas a maior relação entre os seis estados que mais produzem etanol.
Por sua vez, Minas Gerais registrou estabilidade no preço médio do etanol, com R$ 3,37/L; já a gasolina baixou 0,6%, para R$ 5,40/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 62,4% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol caiu 2%, para R$ 2,97/L, no menor valor dentre todos os estados e o único abaixo de R$3/L. No período, a gasolina ficou estável em R$ 5,57/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 53,3%, a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,6%, para R$ 3,21/L, enquanto a gasolina subiu 0,2%, indo a R$ 5,34/L. Com isso, o valor biocombustível correspondeu a 60,1% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 63,8% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol ficou estável em R$ 3,68/L, e o da gasolina subiu 0,2%, para R$ 5,77/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 440 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana