Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 12 a 18 de janeiro

Os valores do etanol aumentaram em 17 estados e os da gasolina subiram em 11 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em sete estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 336 cidades brasileiras, sete a menos que no período anterior
Entre os dias 12 e 18 deste mês, os preços do etanol subiram, enquanto os da gasolina ficaram estáveis na média nacional. O renovável aumentou 1%, de R$ 4,13 por litro para R$ 4,17/L, e seu concorrente fóssil se manteve em R$ 6,15/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
A estabilidade da gasolina preocupa especialistas do setor. Conforme calculou o Santander, o avanço recente da cotação do dólar e do preço internacional do petróleo ampliam a defasagem da gasolina, que atingiu o maior patamar desde julho do ano passado, de 13%, na última semana.
Ainda assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 67,8% na média nacional, acima dos 67,2% do período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em sete estados e no Distrito Federal.

De 13 a 17 de janeiro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,7901/L, alta de 1,9% frente aos R$ 2,738/L do período anterior. Já as usinas goianas tiveram uma elevação de 1,6% e as mato-grossenses obtiveram aumento de 0,9%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 336 cidades, sete a menos do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 12 a 18 de janeiro, os preços médios do etanol subiram em 17 estados, caíram em seis e no Distrito Federal e ficaram estáveis em três. Já os da gasolina tiveram alta em 11 unidades da federação, diminuíram em sete e permaneceram estáveis em nove.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível subiu 1%, para R$ 4/L, o menor dentre todos os estados. Já a gasolina ampliou 0,2%, sendo vendida a R$ 6,01/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 66,6%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,41/L, com ampliação de 1,1%. A gasolina, por sua vez, ficou estável em R$ 6,27/L. Com isso, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 70,3%, sem vantagem para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou elevação de 1% no preço do etanol, que foi negociado a R$ 4,24/L; já a gasolina subiu 0,2%, para R$ 6,09/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 69,6% do preço do combustível fóssil, um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol ficou aumentou 3,1%, para R$ 4,02/L; já a gasolina subiu 0,3%, para R$ 6,19/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 64,9%, a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol subiu 0,3%, para R$ 3,93/L, o mesmo percentual da gasolina, que chegou a R$ 5,99/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,6% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 69,4% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol ampliou em 0,2% para R$ 4,36/L, e a gasolina subiu 0,3% para R$ 6,28/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
O levantamento mais recente totalizou 336 municípios. Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana