Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 1º a 7 de outubro:

Os valores do etanol caíram em 20 estados e no Distrito Federal; já os da gasolina baixaram em 17 unidades da federação
O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro
O preço do etanol hidratado teve baixa nas usinas mato-grossenses e paulistas e alta nas goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 440 cidades brasileiras, duas a menos do que na semana anterior
O preço médio do etanol caiu nos postos brasileiros após duas semanas de estabilidade, enquanto o da gasolina passou pela sexta queda consecutiva. Entre 1º e 7 de setembro, o biocombustível saiu de R$ 3,64 por litro para R$ 3,62/L, queda de 0,5%, e seu concorrente fóssil retraiu 0,5%, de R$ 5,80/L para R$ 5,77/L, repetindo o percentual de baixa das três últimas semanas.
Desde a quarta-feira, 4, o preço da gasolina no Brasil passou a ser maior do que o praticado no mercado internacional, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse na terça-feira, 3, que a estatal está analisando se é necessário realizar um reajuste de preços ainda este ano.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, a vantagem comercial do renovável ficou praticamente estável no período. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 62,7% na média nacional, ante os 62,8% de uma semana antes.
Assim, o etanol se manteve dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Nas médias estaduais, o biocombustível é competitivo em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Bahia.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,1796/L para R$ 2,1717/L. A queda foi de 0,4%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve alta de 0,5% nas produtoras goianas e redução de 1,7% nas mato-grossenses.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 440 cidades, duas a menos do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 1º a 7 de outubro, os preços do etanol subiram em seis estados e caíram em 20 e no Distrito Federal. Já os da gasolina aumentaram em sete estados, caíram em 17 e ficaram estáveis em três.

Em São Paulo, o biocombustível caiu 0,3%, para R$ 3,44/L, em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,59/L, com baixa de 0,4% no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços foi de 61,5%, a mesma de uma semana antes e em um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,76/L, redução de 1,3%. A gasolina, por sua vez, caiu 0,9%, para R$ 5,80/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 64,8%, um resultado abaixo da semana anterior e mais vantajoso para o consumo de etanol.
Por sua vez, Minas Gerais registrou uma queda de 0,3% no preço médio do etanol, para R$ 3,55/L. Enquanto isso, a gasolina se estabilizou em R$ 5,61/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 63,3% do preço do combustível fóssil, também dentro do patamar economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol caiu 3%, para R$ 3,22/L, no menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina teve uma baixa de 1,4%, para R$ 5,69/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 56,6%, índice inferior ao visto uma semana antes, mantendo-se como o mais competitivo para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,6%, para R$ 3,52/L. A gasolina, por sua vez, subiu 0,7%, indo a R$ 5,56/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 63,3% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 65,3% do preço da gasolina, também favorável ao renovável, ainda que o mais alto índice entre os seis principais estados produtores de etanol. No período, o biocombustível ficou retraiu 1,5%, para R$ 3,90/L, enquanto a gasolina caiu 0,5%, para R$ 5,97/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 440 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana