
Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 28 de julho a 3 de agosto:
Preço médio da gasolina caiu 0,27% e o do etanol subiu 1,09%
No período, foi vantajoso abastecer com etanol em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná
O preço do etanol nos postos aumentou em dez estados e do Distrito Federal, diminuiu em 15 estados e não foi registrado no Amapá
Na média nacional, o preço do etanol correspondeu a 64,7% do valor de comercialização da gasolina
O mês de agosto começou com o registro de queda nos preços médios da gasolina e de aumento nos valores do etanol pelo país. Desta forma, na média nacional, o indicador que mede a relação entre o preço dos dois combustíveis teve um aumento, o que indica uma perda de competitividade para o etanol. Com 64,7%, esse é o pior resultado semanal para o renovável desde o final de maio.
Conforme os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana de 20 de julho a 03 de agosto, o preço médio do biocombustível se aproximou um pouco mais da paridade energética comercialmente estabelecida em 70%.
Na análise mais recente, o valor médio da opção fóssil passou de R$ 4,324 por litro para R$ 4,312/l, uma redução de 0,27%. Já o renovável foi de R$ 2,758/l para R$ 2,788/l, um aumento de 1,09%, interrompendo a sequência de quedas observada desde o início de julho.

De acordo com a ANP, entre de 20 de julho a 03 de agosto, o preço do etanol nos postos aumentou em dez estados e no Distrito Federal, diminuiu em 15 e não foi registrado no Amapá. Já o valor da gasolina aumentou em quatro estados e no Distrito Federal e diminuiu em 22 estados.
Seguindo a tendência observada nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e no Paraná. Em todos esses estados, o etanol custa, em média, abaixo de R$ 3,00 nas bombas.

Em São Paulo, o estado que mais produz e consome etanol no país, houve um aumento de 1,93% para o biocombustível, chegando a R$ 2,586/l – ainda assim, este foi o segundo menor valor da semana. Por outro lado, a gasolina também teve o preço elevado, só que em menor proporção, 0,10%. Dessa forma, a relação entre os valores subiu para 63,34%, ainda favorecendo o renovável.
Já Mato Grosso apresentou um aumento de 1,98% para o etanol, mas segue com o menor valor médio do país (R$ 2,468/l). Com o aumento de 0,59% para a gasolina, a relação entre os preços foi de 55,45%, pouco acima do registrado na semana anterior, porém, mantendo o estado com o preço de biocombustível mais competitivo do país.
Por sua vez, Goiás contrariou a tendência de altas. O estado teve uma queda de 1,36% para o etanol, que chegou a R$ 2,686/l, e de 0,88% para a gasolina. Assim, a relação entre os preços ficou em 61,90%, índice competitivo para o renovável, ainda que um pouco maior que o observado na semana anterior.
Em Minas Gerais, o etanol caiu 0,63% e a gasolina 0,76%. Dessa forma, a relação foi para 61,64%, seguindo como a segunda relação mais favorável ao biocombustível na comparação com o correspondente fóssil.
No Paraná, a queda de 0,07% no preço do etanol e de 0,49% para a gasolina fez com que a relação entre eles aumentasse para 68,04%, ainda vantajosa para os consumidores de biocombustível do estado.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Já nas usinas, o preço do biocombustível subiu em São Paulo e Mato Grosso e reduziu em Goiás.
O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 0,56%.
Mato Grosso, por sua vez, teve aumento de 1,13% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise, há duas semanas.
Em Goiás, a cotação do etanol nas usinas reduziu 0,70% entre as duas últimas análises.
Gabrielle Rumor Koster – novaCana.com