Etanol: Preços

Etanol: Preços

Preços nos postos: Etanol tem o menor valor médio nacional desde outubro de 2022

Preço médio do renovável diminuiu 2,4% na semana, para R$ 3,68/L, enquanto o de seu concorrente fóssil baixou 0,7%, para R$ 5,55/L


NovaCana - Publicado: 31 Jul 2023 - 10:54 | Atualizado: 07 Ago 2023 - 10:16

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 23 a 29 de julho:

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  1. Os valores do etanol caíram em 24 estados e no Distrito Federal e os da gasolina em 21 unidades da federação

  • O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais

  • O preço do etanol hidratado teve baixa nas usinas mato-grossenses e goianas e aumento nas paulistas

  • Levantamento de preços da ANP foi realizado em 438 cidades brasileiras, uma a menos do que na semana anterior


  • Os preços médios do etanol e da gasolina tiveram uma retração na média dos postos brasileiros pela terceira semana seguida. Entre 23 e 29 de julho, o biocombustível caiu 2,4%, de R$ 3,77 por litro para R$ 3,68/L – o menor valor desde outubro do ano passado –, enquanto o de seu concorrente fóssil reduziu 0,7%, de R$ 5,59/L para R$ 5,55/L.

    Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.

    Como a redução para a gasolina foi inferior à do etanol, a vantagem comercial do renovável melhorou no período. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 66,3% na média nacional, inferior aos 67,4% de uma semana antes.

    Com isso, o biocombustível se manteve dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Além disso, esta é a menor relação entre os preços desde junho de 2022.

    Os valores correspondem a um levantamento feito pela ANP em 438 cidades, incluindo a maioria das capitais brasileiras.

    Nas médias estaduais, o etanol é competitivo em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais.

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    Disparidade internacional

    Cerca de dois meses depois da mudança na política da Petrobras, os preços dos combustíveis no mercado externo descolaram dos valores praticados pela estatal.

    Até maio, a Petrobras adotava a política de paridade de importação (PPI), que equipara os valores praticados nas refinarias brasileiras aos de importação A petroleira manteve esta política por seis anos, mas sua atual gestão decidiu aplicar uma nova estratégia, com preços abaixo do PPI.

    De acordo com dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), na última sexta-feira, 28, o preço da gasolina estava 24% abaixo do praticado pelos importadores, o equivalente a cerca de R$ 0,77/L por litro.

    Variações nos estados

    Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,0965/L para R$ 2,1072/L. A alta foi de 0,5%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve baixa de 1% nas produtoras goianas e de 5,7% nas mato-grossenses.

    Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 438 cidades, uma a menos do que na semana anterior.

    Segundo a ANP, de 23 a 29 de julho, os preços do etanol caíram em 24 estados e no Distrito Federal e subiram em dois. Já os da gasolina baixaram em 21 unidades da federação, ficaram estáveis em três e aumentaram em três.

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    Em São Paulo, o biocombustível teve redução de 2,5%, custando R$ 3,50/L em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,37/L, com retração de 0,4% no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços foi de 65,2%, abaixo de uma semana antes e em um patamar economicamente favorável para o renovável.

    Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,54/L, queda de 5,6%. A gasolina, por sua vez, reduziu 2,7%, para R$ 5,41/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 65,4%, um resultado favorável ao consumo de etanol.

    Por sua vez, Minas Gerais registrou uma baixa de 1,4% no preço médio do biocombustível, para R$ 3,63/L, enquanto a gasolina caiu 0,8%, para R$ 5,29/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,6% do preço do combustível fóssil, também dentro do patamar economicamente vantajoso aos motoristas.

    Em Mato Grosso, o preço médio do etanol reduziu 2,6%, para R$ 3,34/L – o menor entre todos os estados. No período, o valor da gasolina teve uma queda de 1,3%, para R$ 5,46/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 61,2%, índice inferior ao visto uma semana antes, quando era de 62%, mantendo-se como a relação mais vantajosa para o biocombustível no país.

    Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve uma redução de 1,1%, para R$ 3,69/L. A gasolina, por sua vez, caiu 0,9%, indo a R$ 5,24/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 70,4% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação no limite da competitividade para o renovável e abaixo da observada na semana anterior.

    Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 71,5% do preço da gasolina, o mais alto índice entre os seis principais estados produtores de etanol. No período, o biocombustível retraiu 1,2%, indo a R$ 4,03/L, enquanto a gasolina baixou 0,9%, para R$ 5,64/L.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Pesquisa de preços

    Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.

    O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 438 municípios.

    Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.

    Gabrielle Rumor Koster – NovaCana