Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 21 a 27 de abril:

Os valores do etanol subiram em 20 estados e os da gasolina aumentaram em 16 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em oito estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado teve queda nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 440 cidades brasileiras
Os preços do etanol e os da gasolina aumentaram na média nacional pela quarta semana consecutiva. Entre os dias 21 e 27 de abril, o biocombustível saiu de R$ 3,81 por litro para R$ 3,85/L, incremento de 1%. Já o seu concorrente fóssil passou de R$ 5,80/L para R$ 5,84/L, elevação de 0,7%.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com a elevação nas bombas, o renovável teve uma nova redução em sua competitividade, mas seguiu dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 65,9% na média nacional, acima dos 65,7% de uma semana antes.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em oito estados e no Distrito Federal.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,4557/L para R$ 2,2981/L, queda de 6,4%. Além disso, houve redução de 1,7% nas produtoras mato-grossenses e de 3,8% nas goianas. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 440 cidades, três a menos do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 21 a 27 de abril, os preços do etanol subiram em 20 estados, caíram em cinco e no Distrito Federal e ficaram estáveis em um. Já os da gasolina aumentaram em 16 unidades da federação, caíram em oito e ficaram estáveis em três.

Em São Paulo, o biocombustível subiu 0,8%, para R$ 3,70/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,65/L, alta de 0,2%. Com isso, a relação entre os preços foi de 65,5%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,88/L, redução de 0,3%. Enquanto isso, a gasolina caiu 0,3%, para R$ 5,85/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 66,3%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou elevação de 1,3% no preço médio do etanol, indo a R$ 3,92/L; já a gasolina subiu 0,7%, para R$ 5,77/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 67,9% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol aumentou 1,7%, para R$ 3,66/L, ainda o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina teve queda de 0,7%, para R$ 5,90/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 62%, acima do patamar visto uma semana antes, mas ainda a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve um acréscimo de 1,7% para R$ 3,68/L, enquanto a gasolina teve um incremento de 0,2% para R$ 5,68/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 64,8% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 65,8% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 0,5%, para R$ 3,97/L, e o da gasolina caiu 0,2%, para R$ 6,03/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 440 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana