Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 8 a 14 de junho:

Os valores do etanol caíram em 13 estados e os da gasolina reduziram em 17 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em seis estados
O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 368 cidades brasileiras, três a menos do que no período anterior
Entre os dias 8 e 14 de junho, os preços do etanol e da gasolina contabilizaram mais uma retração na média nacional, a quarta consecutiva. O biocombustível saiu de R$ 4,24 por litro para R$ 4,21/L, redução de 0,7%, e o seu concorrente fóssil baixou 0,5%, de R$ 6,25/L para R$ 6,22/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
No início do mês, a Petrobras anunciou uma redução de 5,6% no preço da gasolina A para as distribuidoras, que começou a valer a partir do dia seguinte. Conforme reportagem da Folha de S. Paulo, o corte estimado pela petroleira na bomba seria de 0,12/L; assim, a queda no preço não chegou integralmente ao consumidor.
Com isso, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 67,7% na média nacional, abaixo dos 67,8% do período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em seis estados.

De 9 a 14 de junho, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,5404/L, queda de 0,3% frente aos R$ 2,5492/L da semana anterior. As usinas goianas também tiveram uma redução de 1,2% e as mato-grossenses, de 1%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 368 cidades brasileiras, três a menos do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 8 a 14 de junho, os preços médios do etanol caíram em 13 estados, aumentaram em cinco e ficaram estáveis em oito e no Distrito Federal. Já os da gasolina tiveram queda em 17 unidades da federação, subiram em cinco e se mantiveram em cinco.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível caiu 1,2%, para R$ 3,99/L, enquanto o da gasolina baixou 0,5%, para R$ 6,08/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 65,6%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,51/L, com redução de 1,3%. Já a gasolina retraiu 0,9%, para R$ 6,26/L. Dessa forma, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 72%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou estabilidade no preço do etanol, que foi negociado a R$ 4,18/L, e a gasolina teve alta de 0,2%, para R$ 6,07/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 68,9% do preço do combustível fóssil.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol teve queda de 0,8%, para R$ 3,83/L, menor preço dentre todos os estados, enquanto a gasolina caiu 0,5%, para R$ 6,11/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 62,7%, considerada a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,8%, para R$ 3,94/L, e a gasolina reduziu 0,8%, para R$ 6/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,7% do preço de seu concorrente fóssil.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,1% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol estabilizou em R$ 4,45/L e o da gasolina baixou 0,2%, para R$ 6,53/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
Apesar disso, o levantamento mais recente totalizou 368 municípios, superando esse limite, algo que vem ocorrendo nos últimos meses.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana