Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 9 a 15 de março:

Os valores do etanol caíram em 13 estados e os da gasolina reduziram em 14 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em cinco estados
O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 378 cidades brasileiras, uma a mais do que no período anterior
Entre os dias 9 e 15 de março, os preços do etanol e da gasolina ficaram praticamente estáveis na média nacional. O renovável caiu 0,2%, de R$ 4,37 por litro para R$ 4,36/L, enquanto o seu concorrente fóssil baixou na mesma proporção, de R$ 6,35/L para R$ 6,34/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
O preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor, ainda que esteja próximo do limite. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 68,8% na média nacional, idêntica à do período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em cinco estados.

De 10 a 14 de março, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,8245/L, queda de 0,6% frente aos R$ 2,8406/L do período anterior. Já as usinas goianas tiveram uma redução de 2% e as mato-grossenses registraram baixa de 0,4%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 378 cidades, uma a mais do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 9 a 15 de março, os preços médios do etanol caíram em 13 estados, aumentaram em seis e no Distrito Federal e ficaram estáveis em sete. Já os da gasolina tiveram queda em 14, subiram em sete e se mantiveram seis.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível ficou estável em R$ 4,18/L e a gasolina caiu em R$ 6,17/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 67,7%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,49/L, com queda de 0,7%. Enquanto isso, a gasolina baixou 0,2% na semana, para R$ 6,35/L. Desta forma, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 70,7%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou diminuição de 1,1% no preço do etanol, que foi negociado a R$ 4,35/L; já a gasolina teve retração de 1%, para R$ 6,15/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 70,7% do preço do combustível fóssil, em um nível economicamente desfavorável.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol caiu 2,1%, para R$ 4,17/L, o menor dentre todos os estados, enquanto a gasolina baixou 0,9%, para R$ 6,30/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 66,2%, considerada a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol ficou estável em R$ 4,12/L, e a gasolina teve queda de 0,2%, para R$ 6,15/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 67% do preço de seu concorrente fóssil.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,7% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol reduziu em 0,2%, para R$ 4,57/L, e o da gasolina baixou 0,2%, para R$ 6,65/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
Apesar disso, o levantamento mais recente totalizou 378 municípios, superando esse limite, algo que vem ocorrendo nas últimas seis semanas.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana