Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 24 a 30 de novembro:

Os valores do etanol caíram em 11 estados e no Distrito Federal e os da gasolina reduziram em 13 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em nove estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas mato-grossenses e goianas e caiu nas paulistas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 338 cidades brasileiras
Entre os dias 24 e 30 de novembro, os preços do etanol ficaram estáveis; assim, o biocombustível foi vendido, na média nacional, a R$ 4,05 por litro. Já o seu concorrente fóssil foi comercializado a R$ 6,10/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
O preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 66,4% na média nacional, idêntica ao período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em nove estados e no Distrito Federal.

De 25 a 29 de novembro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,6215/L, queda de 0,3% frente aos R$ 2,6287/L do período anterior. Já as usinas mato-grossenses tiveram aumento de 0,3% e as goianas de 0,2%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 338 cidades, uma a mais do que no levantamento anterior.
De acordo com a ANP, de 24 a 30 de novembro, os preços médios do etanol subiram em 11 estados, caíram em outros 11 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em quatro. Já os da gasolina tiveram alta em nove unidades da federação, diminuíram em 13 e permaneceram estáveis em cinco.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível subiu 0,5%, para R$ 3,93/L. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,96/L, com alta de 0,3%. Assim, a relação entre os preços ficou em 65,9%, seguindo em um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,86/L, com redução de 0,8%, enquanto a gasolina caiu 0,5%, para R$ 5,96/L. Com isso, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 64,8%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou estabilidade no etanol, com R$ 4,19/L; a gasolina também ficou estável em R$ 6,09/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,8% do preço do combustível fóssil, em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve baixa de 0,5%, para R$ 3,84/L, registrando o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina ficou subiu 0,2%, para R$ 6,14/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 62,5%, a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol aumentou 0,3%, para R$ 3,87/L, enquanto a gasolina subiu 0,2%, para R$ 5,94/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,2% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 69,1% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 0,2%, para R$ 4,29/L, enquanto a gasolina ficou estável em R$ 6,21/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
O levantamento mais recente totalizou 338 municípios. Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana