Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 31 de dezembro a 6 de janeiro:

Os valores do etanol caíram em 15 estados; já os da gasolina baixaram em 13 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em dez estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado teve queda nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 445 cidades brasileiras
Os preços médios do etanol e da gasolina seguem em queda nos postos brasileiros pela quinta semana consecutiva. Entre 31 de dezembro e 6 de janeiro, o biocombustível saiu de R$ 3,42 por litro para R$ 3,39/L, baixa de 0,9%. Enquanto isso, seu concorrente fóssil teve uma redução de 0,4%, de R$ 5,58/L para R$ 5,56/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com a variação semanal, o renovável aumentou a sua vantagem comercial. Conforme a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o da gasolina foi de 61% na média nacional.
Assim, o etanol se manteve dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Nas médias estaduais, o biocombustível é competitivo em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 1,9004/L para R$ 1,8741/L, queda de 1,4%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, também houve baixa de 1% nas produtoras goianas e de 0,6% nas mato-grossenses.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 445 cidades.
Segundo a ANP, de 31 de dezembro a 6 de janeiro, os preços do etanol caíram em 15 estados, subiram em sete e no Distrito Federal e ficaram estáveis em quatro. Já os da gasolina baixaram em 13 unidades da federação, aumentaram em 11 e ficaram estáveis em três.

Em São Paulo, o biocombustível caiu 0,3%, para R$ 3,29/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,49/L, com redução de 0,2% no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços foi de 59,9%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,04/L, decréscimo de 7,3% na semana. Enquanto isso, a gasolina baixou 4,1%, para R$ 5,15/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 59%, um resultado vantajoso para o consumo de etanol.
Por sua vez, Minas Gerais registrou estabilidade no preço médio do etanol, com R$ 3,39/L, e no valor da gasolina, com R$ 5,44/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 62,3% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol caiu 1%, para R$ 3,04/L, no menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina teve uma queda de 0,2%, para R$ 5,54/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 54,9%, a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,3% para R$ 3,26/L, enquanto a gasolina teve alta de 0,2% para R$ 5,33/L. Com isso, o valor biocombustível correspondeu a 61,2% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 64,1% do preço da gasolina, um patamar também favorável ao biocombustível, mas a maior relação entre os seis estados que mais produzem etanol. No período, o valor do etanol diminuiu 1,1%, para R$ 3,70/L, enquanto a gasolina caiu 0,3%, para R$ 5,77/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 445 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana