Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 2 a 8 de junho:

Os valores do etanol caíram em oito e os da gasolina baixaram em 13 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em nove estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas e mato-grossenses, mas subiu nas goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 445 cidades brasileiras
Os preços do etanol e da gasolina permaneceram estáveis na média nacional pela segunda semana seguida. Entre os dias 2 e 8 de junho, o biocombustível foi vendido, em média, a R$ 3,81 por litro e o seu concorrente fóssil foi comercializado a R$ 5,85/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com a estabilidade nas bombas, o renovável manteve a sua competitividade, seguindo dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 65,1% na média nacional, mesma faixa da observada uma semana antes.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em nove estados e no Distrito Federal.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,3076/L para R$ 2,3062/L, queda de 0,1%. Além disso, nas mato-grossenses, por sua vez, ocorreu redução de 0,2%. Por outro lado, nas unidades goianas, houve um aumento de 0,7%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 445 cidades, 14 a mais do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 2 a 8 de junho, os preços do etanol subiram em 11 estados e no Distrito Federal, caíram em oito e ficaram estáveis em sete. Já os da gasolina aumentaram em nove unidades da federação, caíram em 13 e ficaram estáveis em cinco.

Em São Paulo, o valor do biocombustível diminuiu 0,3%, para R$ 3,63/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,61/L, com redução de 0,2%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 64,7%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,85/L, aumento de 0,3%. Enquanto isso, a gasolina subiu 0,2%, para R$ 5,84/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 65,9%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou aumento de 0,5% no preço médio do etanol, indo a R$ 3,98/L; já a gasolina ampliou 0,3%, para R$ 5,86/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 67,9% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol diminuiu 0,6%, para R$ 3,51/L, seguindo como o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina também caiu 0,2%, para R$ 5,80/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 60,5%, ainda a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve um aumento de 0,3%, para R$ 3,64/L, enquanto a gasolina ficou estável em R$ 5,67/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 64,2% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 65,4% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol ficou estável em R$ 3,94/L, e o da gasolina subiu 0,2%, para R$ 6,02/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 445 municípios. Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Ainda segundo a ANP, as chuvas intensas que atingem o estado do Rio Grande do Sul impossibilitaram a realização do levantamento em algumas das 36 cidades que compõem o contrato no estado.
“Até que a situação se normalize nas cidades afetadas, é possível que desafios técnicos e operacionais gerem intermitência na coleta e divulgação dos dados em determinados municípios”, completa a agência, em comunicado.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana