Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 15 a 21 de outubro:

Os valores do etanol caíram em 14 estados; já os da gasolina baixaram em 17 unidades da federação
O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais e Bahia
O preço do etanol hidratado teve alta nas usinas goianas e paulistas e baixa nas mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 439 cidades brasileiras, três a menos do que na semana anterior
Os preços médios do etanol ficaram estáveis nos postos brasileiros e os da gasolina tiveram uma breve queda, atingindo a oitava semana seguida de retrações. Entre 15 e 21 de outubro, o biocombustível permaneceu a R$ 3,61 por litro, enquanto seu concorrente fóssil reduziu 0,3%, de R$ 5,76/L para R$ 5,74/L.
Os números ainda não refletem a diminuição dos preços da gasolina nas refinarias, de 4,1%, anunciada pela Petrobras na última quinta-feira, 19. Antes da baixa, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a gasolina estava 5% mais barata no Brasil do que no exterior.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com a variação semanal nos postos, a vantagem comercial do renovável caiu levemente. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 62,9% na média nacional ante os 62,7% de uma semana antes.
Assim, o etanol se manteve dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Nas médias estaduais, o biocombustível é competitivo em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,1753/L para R$ 2,2172/L. A alta foi de 1,9%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve incremento de 0,5% nas produtoras goianas e queda de 0,5% nas mato-grossenses.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 439 cidades, quatro a menos do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 15 a 21 de outubro, os preços do etanol subiram em seis estados e no Distrito Federal, caíram em 14, ficaram estáveis em cinco e não foram apresentados em um. Já os da gasolina aumentaram em sete estados, caíram em 17 e ficaram estáveis em três.

Em São Paulo, o biocombustível ficou estável em R$ 3,45/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,60/L, também com estabilidade no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços foi de 61,6%, em um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,76/L, baixa de 0,3%. A gasolina, por sua vez, estabilizou em R$ 5,79/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 64,9%, um resultado abaixo do visto na semana anterior e vantajoso para o consumo de etanol.
Por sua vez, Minas Gerais registrou uma queda de 0,3% no preço médio do etanol, para R$ 3,53/L. Enquanto isso, a gasolina caiu 0,2% para R$ 5,59/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 63,1% do preço do combustível fóssil, também dentro do patamar economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol ficou estável em R$ 3,15/L, no menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina teve uma alta de 1,1%, para R$ 5,74/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 54,9%, índice inferior ao visto uma semana antes e mantendo-se como o mais competitivo para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol subiu 6,2%, para R$ 3,75/L. A gasolina, por sua vez, subiu 3,2%, indo a R$ 5,76/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 65,1% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 65,3% do preço da gasolina, também favorável ao renovável, ainda que o mais alto índice entre os seis principais estados produtores de etanol. No período, o biocombustível caiu 0,8% para R$ 3,87/L, enquanto a gasolina baixou 0,7% para R$ 5,93/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 439 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana