Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 27 de julho a 2 de agosto:

Os valores do etanol caíram em 13 estados e no Distrito Federal, já os da gasolina reduziram em 14 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em seis estados
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 270 cidades brasileiras, uma a menos do que no período anterior
Entre os dias 27 de julho e 2 de agosto, os preços do etanol ficaram estáveis na média nacional, mas os da gasolina tiveram queda de 0,2%. O biocombustível foi negociado por R$ 4,14/L, com manutenção do preço frente a semana anterior. Já o seu concorrente fóssil foi vendido a R$ 6,19/L, baixa de 0,2% ante os R$ 6,20/L prévios.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 66,9% na média nacional, levemente superior aos 66,8% da semana anterior.
Considerando as médias estaduais, o biocombustível é tido como competitivo em seis estados.

De 28 de julho a 1º de agosto, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,6239/L, elevação de 3,1% ante os R$ 2,5448/L da semana anterior. As usinas goianas também passaram por uma alta de 3,6%, enquanto as mato-grossenses subiram somente 0,02%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, já contemplando o corte amostral anunciado pela ANP, a pesquisa foi feita em 270 cidades brasileiras, uma a menos do que na semana anterior.
De acordo com a reguladora, de 27 de julho a 2 de agosto, os preços médios do etanol caíram em 13 estados e no Distrito Federal, aumentaram em seis e ficaram estáveis em sete. Já os da gasolina tiveram queda em 14 unidades da federação, subiram em sete e se mantiveram em seis.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível caiu 0,5%, para R$ 3,93/L, enquanto o da gasolina reduziu 0,2%, para R$ 6,04/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 65,1%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,32/L, queda de 6,4%. Já a gasolina subiu 1,6%, para R$ 6,21/L. Dessa forma, a relação entre os valores dos combustíveis foi de 69,6%, com vantagem econômica para o consumo do renovável, mas bem próximo ao limite.
Por sua vez, em Minas Gerais, os preços do etanol baixaram 0,7%, para R$ 4,16/L, e os da gasolina caíram 0,5%, para R$ 6,13/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 67,9% do preço do combustível fóssil, com o biocombustível sendo considerado competitivo.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol teve queda de 0,3%, para R$ 3,97/L, enquanto a gasolina se estabilizou em R$ 6,16/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 64,4%, a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,3%, para R$ 3,87/L, o menor valor dentre todos os estados, enquanto a gasolina ficou estável em R$ 5,95/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65% do preço de seu concorrente fóssil, em um resultado economicamente favorável para o consumo do renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 67,6% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol permaneceu em R$ 4,40/L e o da gasolina subiu 0,2%, para R$ 6,51/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
Em 23 de junho, a ANP anunciou uma nova redução amostral no contrato. A agência relata que tinha a previsão de voltar a atingir 459 municípios no segundo semestre deste ano, mas que os cortes orçamentários devem permitir a amostragem máxima de 390 municípios para preços de combustíveis automotivos.
Na mesma ocasião, a reguladora afirmou que irá suspender o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) de 1º a 31 de julho deste ano.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana