Biocombustível custou 60% do preço do seu concorrente fóssil na média nacional; produto é competitivo na média de dez estados e no Distrito Federal
Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 16 a 22 de agosto:
- Os valores do etanol caíram em 14 estados e os da gasolina recuaram em 18 unidades da federação
- O consumo do biocombustível é economicamente vantajoso em dez estados e no Distrito Federal
- O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
- Levantamento de preços da ANP foi realizado em 386 cidades brasileiras, duas a mais do que na semana anterior
Entre 16 e 22 de agosto, os preços do etanol se estabilizaram na média nacional, após 17 semanas consecutivas de queda, enquanto os da gasolina caíram pela terceira semana seguida. O biocombustível foi negociado R$ 3,91 por litro – menor valor desde julho de 2024 –, enquanto o combustível fóssil foi vendido a R$ 6,52/L (-0,2%).
O governo estuda uma nova prorrogação da subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina, estendida no fim de julho por mais 30 dias. Segundo o Valor Econômico, a avaliação deve ser concluída até amanhã, 25.
Com os atuais preços, o valor do etanol segue na faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a relação entre o preço do biocombustível e o da gasolina foi de 60%, levemente superior aos 59,9% da semana precedente.
Os números divulgados pela ANP levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Considerando as médias estaduais, o renovável é economicamente vantajoso em dez estados e no Distrito Federal.
De 17 e 21 de agosto, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,2566/L, alta de 2,9% frente aos R$ 2,1939/L da semana anterior. Já nas usinas goianas, o produto passou por uma elevação de 4,2% e nas mato-grossenses, o incremento foi de 3,2%.
Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. A reação veio após quatro meses de queda e deve se refletir nos postos nas próximas semanas.
Em relação aos valores nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No intervalo mais recente, a pesquisa foi feita em 386 cidades brasileiras, duas a mais do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 16 a 22 de agosto, os preços médios do etanol caíram em 14 estados, aumentaram em quatro e no Distrito Federal, ficaram estáveis em sete e não puderam ser comparados no Amapá. Já os da gasolina caíram em 18 estados, aumentaram em três e ficaram estáveis em outros seis.
Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa do NovaCana DATA (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana