Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 13 a 19 de abril:

Os valores do etanol caíram em 11 estados e no Distrito Federal e os da gasolina reduziram em 15 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em cinco estados
O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 371 cidades brasileiras, duas a menos do que no período anterior
Entre os dias 13 e 19 de abril, os preços do etanol e da gasolina subiram na média nacional. O renovável teve ampliação de 1,2%, de R$ 4,27 por litro para R$ 4,32/L, e seu concorrente fóssil subiu 0,2% na semana, de R$ 6,32/L para R$ 6,33/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor, mas mais perto do limite. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 68,2% na média nacional, superior aos 67,6% do período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em cinco estados.

De 14 a 17 de abril, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,714/L, queda de 1,2% frente aos R$ 2,746/L da semana anterior. Já as usinas goianas tiveram uma redução de 0,1%, mesmo patamar de queda das mato-grossenses. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 371 cidades brasileiras, duas a menos do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 13 a 19 de abril, os preços médios do etanol caíram em 11 estados e no Distrito Federal, aumentaram em 11 e ficaram estáveis em quatro. Já os da gasolina tiveram queda em 15 unidades da federação, subiram em sete e se mantiveram em cinco.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível ficou estável em R$ 4,12/L, enquanto a gasolina baixou 0,3%, para R$ 6,16/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 66,9%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,54/L, com elevação de 11,3%. Já a gasolina subiu 2,6% na semana, para R$ 6,32/L. Dessa forma, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 71,8%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou elevação de 2,3% no preço do etanol, que foi negociado a R$ 4,36/L; e a gasolina teve aumento de 1,6%, para R$ 6,26/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 69,6% do preço do combustível fóssil, em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol reduziu 3,4%, para R$ 4,01/L, enquanto a gasolina caiu 1,7%, para R$ 6,19/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 64,8%, considerada a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol baixou 0,2%, para R$ 4,05/L, menor valor entre os estados, e a gasolina teve retração de 0,3%, para R$ 6,10/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 66,4% do preço de seu concorrente fóssil.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,2% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol caiu 0,4%, para R$ 4,51/L, e o da gasolina baixou 0,3%, para R$ 6,61/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
Apesar disso, o levantamento mais recente totalizou 371 municípios, superando esse limite, algo que vem ocorrendo nos últimos meses.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana