Os preços do etanol e os da gasolina seguem caindo na média nacional. Com isso, o país entrou na 21ª semana de baixa consecutiva para o renovável e na 13ª redução seguida para o combustível fóssil.
Entre 18 e 24 de setembro, o biocombustível passou de R$ 3,43 por litro para R$ 3,41/L, queda de 0,6%. Já a gasolina foi de R$ 4,97/L para R$ 4,88/L, uma diminuição de 1,8%.
Os novos valores foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mas não correspondem ao levantamento semanal realizado pelo órgão, de forma que a base de comparação pode ter ficado comprometida.
De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 69,9%, acima da relação de uma semana antes, que foi de 69%, e no limite da faixa considerada economicamente vantajosa para os consumidores.
Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,3819/L para R$ 2,4022/L. O aumento foi de 0,9%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Da mesma forma, houve um incremento de 3% nas produtoras goianas e de 3,4% nas mato-grossenses.
Os dados estaduais de preços dos combustíveis não foram divulgados pela ANP e, portanto, não podem ser comparados. Isso ocorreu, conforme a agência, por conta do fim do contrato com a empresa que realizava o levantamento de preços de combustíveis, em 13 de setembro.
“De modo a permitir a continuidade da divulgação de dados de preços de combustíveis para a semana de 18 a 24 de setembro 2022, a ANP publica dados cedidos gratuitamente pela Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado, nova empresa contratada para realizar o LPC”.
O contrato de um ano com a empresa Análise e Síntese Pesquisa e Marketing terminou sem que fosse cumprido o número de cidades total acordado inicialmente: 459. O valor seria atingido após oito etapas, divididas ao longo dos meses, já que a contratação previa uma expansão gradual das amostras.
Sem o número integral de cidades, o valor de municípios variava a cada período, dificultando a precisão da comparação semana a semana.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana