Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 13 a 19 de julho:

Os valores do etanol caíram em dez estados e no Distrito Federal, já os da gasolina reduziram em dez unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em seis estados
O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 280 cidades brasileiras, 82 a menos do que no período anterior
Entre os dias 13 e 19 de julho, os preços do etanol e da gasolina ficaram estáveis na média nacional. O biocombustível foi negociado por R$ 4,15/L e a opção fóssil, a R$ 6,22/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 66,7% na média nacional, idêntica à da semana anterior.
Considerando as médias estaduais, o biocombustível é tido como competitivo em seis estados.

De 14 a 18 de julho, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,5239/L, redução de 1,1% ante os R$ 2,5521/L da semana anterior. As usinas mato-grossenses também passaram por uma queda de 1,2%, enquanto as goianas registraram uma baixa de 1,5%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, já contemplando o corte amostral divulgado, a pesquisa da ANP foi feita em 280 cidades brasileiras, 82 a menos do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 13 a 19 de julho, os preços médios do etanol caíram em dez estados e no Distrito Federal, aumentaram em sete ficaram estáveis em nove. Já os da gasolina tiveram queda em dez unidades da federação, subiram em 11 e se mantiveram em seis.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível ficou estável em R$ 3,96/L, enquanto o da gasolina aumentou 0,2%, para R$ 6,06/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 65,3%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,30/L, alta de 1,4%. Já a gasolina caiu 0,3%, para R$ 6,21/L. Dessa forma, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 69,2%, abaixo do nível que traz vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, em Minas Gerais, o preço do etanol aumentou 0,2%, para R$ 4,20/L, enquanto a gasolina subiu na mesma proporção, para R$ 6,17/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 68,1% do preço do combustível fóssil, com o biocombustível sendo considerado competitivo.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol teve queda de 2,7%, para R$ 3,67/L, menor preço dentre todos os estados, enquanto a gasolina caiu 1,5%, para R$ 5,99/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 61,3%, a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,3%, para R$ 3,89/L, enquanto a gasolina ficou estável em R$ 5,95/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,4% do preço de seu concorrente fóssil, em um resultado economicamente favorável para o consumo do renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,1% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 0,9%, para R$ 4,44/L, e o da gasolina subiu 0,3%, para R$ 6,52/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
Em 23 de junho, a ANP anunciou uma nova redução amostral no contrato. A agência relata que tinha a previsão de voltar a atingir 459 municípios no segundo semestre deste ano, mas que os cortes orçamentários devem permitir a amostragem máxima de 390 municípios para preços de combustíveis automotivos.
Na mesma ocasião, a reguladora afirmou que irá suspender o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) de 1º a 31 de julho deste ano.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana