Etanol: Preços

Etanol: Preços

Preços nos postos: Apesar de mais cara do que no exterior, gasolina segue em queda

Na semana, etanol foi comercializado a R$ 4,04/L na média nacional, enquanto seu concorrente fóssil foi vendido a R$ 6,07


NovaCana - Publicado: 30 Set 2024 - 11:07 | Atualizado: 30 Set 2024 - 11:49

Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 22 a 28 de setembro:

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  1. Os valores do etanol caíram em 19 estados e os da gasolina baixaram em 16 unidades da federação

  • O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em sete estados e no Distrito Federal

  • O preço do etanol hidratado subiu nas usinas goianas, paulistas e nas mato-grossenses

  • Levantamento de preços da ANP foi realizado em 341 cidades brasileiras


  • Entre os dias 22 e 28 de setembro, os preços do etanol e da gasolina caíram pela segunda semana consecutiva. O biocombustível foi vendido, na média nacional, a R$ 4,04 por litro, redução de 0,7% ante os R$ 4,07/L anteriores; já o seu concorrente fóssil foi comercializado a R$ 6,07/L, baixa de 0,3% ante os R$ 6,09/L da semana antecedente.

    Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.

    Com isso, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 66,6% na média nacional, abaixo dos 66,8% de uma semana antes.

    Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em sete estados e no Distrito Federal.

    Ainda assim, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço da gasolina no Brasil está 4% mais elevado que o praticado no mercado internacional. Na quinta-feira, 26, o litro do combustível estava, em média, R$ 0,11 mais caro no mercado doméstico.

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    De 21 a 27 de setembro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,4752/L, alta de 2,3% frente aos R$ 2,42/L do período anterior. Já as usinas goianas tiveram acréscimo de 3,1% e as mato-grossenses, alta de 0,1%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.

    Variações nos estados

    Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 341 cidades, mesmo número do que no último levantamento. Ainda assim, houve uma queda ante levantamentos anteriores devido a uma redução na abrangência do estudo, motivada por cortes orçamentários na agência.

    De acordo com a ANP, de 22 a 28 de setembro, os preços médios do etanol subiram em dois estados e no Distrito Federal, caíram em 19 e ficaram estáveis em cinco. Já os da gasolina tiveram alta em seis unidades da federação, diminuíram em 16 e permaneceram iguais em cinco.

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    Em São Paulo, o valor médio do biocombustível caiu 0,8%, para R$ 3,83/L. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,89/L, queda de 0,7%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 65%, seguindo em um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.

    Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,24/L, com redução de 0,5% na semana, enquanto a gasolina baixou 0,2%, para R$ 6,21/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis subiu para 68,3%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.

    Por sua vez, Minas Gerais registrou queda de 0,5% no preço médio do etanol, indo a R$ 4,21/L, ao passo que a gasolina reduziu em 0,3%, para R$ 6,14/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,6% do preço do combustível fóssil, em um nível economicamente favorável.

    Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve queda de 3,2%, para R$ 3,63/L, registrando o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina caiu 0,3%, para R$ 6,07/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 59,8%, a mais competitiva para o biocombustível no país.

    Já em Mato Grosso do Sul, o etanol baixou 1%, para R$ 3,81/L, enquanto a gasolina decaiu 0,2%, para R$ 5,89/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 64,7% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.

    Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,6% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol ficou estável em R$ 4,26/L, assim como o da gasolina, em R$ 6,21/L.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Pesquisa de preços

    Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.

    Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.

    O levantamento mais recente totalizou 341 municípios. Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.

    Gabrielle Rumor Koster – NovaCana