Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 16 a 22 de fevereiro:

Os valores do etanol aumentaram em dez estados e no Distrito Federal e os da gasolina subiram em oito unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em cinco estados
O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas e goianas, mas subiu nas mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 367 cidades brasileiras, cinco a mais do que no período anterior
Entre os dias 16 e 22 de fevereiro, os preços dos combustíveis voltaram a cair na média nacional. Tanto o etanol quanto a gasolina reduziram 0,2%; o valor cobrado pelo renovável saiu de R$ 4,39 por litro para R$ 4,38/L; já o de seu concorrente fóssil saiu de R$ 6,37/L para R$ 6,36/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
O preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor, ainda que esteja cada vez mais próximo do limite. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 68,9% na média nacional, idêntica à do período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em cinco estados.

De 17 a 21 de fevereiro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,8503/L, queda de 0,1% frente aos R$ 2,8541/L do período anterior. Já as usinas goianas tiveram uma redução de 1,3% e as mato-grossenses registraram aumento de 0,5%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 367 cidades, cinco a mais do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 16 a 22 fevereiro, os preços médios do etanol subiram em dez estados e no Distrito Federal, caíram em 12 e ficaram estáveis em quatro. Já os da gasolina tiveram alta em oito unidades da federação, diminuíram em 12 e se mantiveram sete.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível ficou estável em R$ 4,19/L e a gasolina se manteve em R$ 6,19/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 67,7%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,60/L, com queda de 0,2%. Enquanto isso, a gasolina baixou 0,5% na semana, para R$ 6,40/L. Desta forma, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 71,9%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou queda de 0,5% no preço do etanol, que foi negociado a R$ 4,42/L; já a gasolina baixou 0,3%, para R$ 6,22/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 71,1% do preço do combustível fóssil, em um nível economicamente desfavorável.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol caiu 3,7%, para R$ 4,11/L, o menor dentre todos os estados, enquanto a gasolina baixou 0,5%, para R$ 6,36/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 64,6%, considerada a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol subiu 0,2%, para R$ 4,12/L, e a gasolina aumentou 0,3%, para R$ 6,17/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 66,8% do preço de seu concorrente fóssil, alcançando a segunda relação mais comercialmente favorável do país para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,7% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol se estabilizou em R$ 4,59/L e o da gasolina em R$ 6,68/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
Apesar disso, o levantamento mais recente totalizou 367 municípios, superando esse limite, algo que vem ocorrendo nas últimas três semanas.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana