Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 8 a 14 de dezembro:

Os valores do etanol aumentaram em 11 estados e no Distrito Federal e os da gasolina subiram em dez unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em nove estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas goianas e caiu nas paulistas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 333 cidades brasileiras
Entre os dias 8 e 14 de dezembro, os preços do etanol e da gasolina subiram na média nacional. O renovável aumentou 1,5%, sendo vendido a R$ 4,12 por litro, ante os R$ 4,06/L anteriores. Da mesma forma, o seu concorrente fóssil teve uma alta de 0,5%, saindo de médios R$ 6,12/L para R$ 6,15/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor, mas acima de uma semana antes. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 67% na média nacional, superior aos 66,3% do período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em nove estados e no Distrito Federal.

De 9 a 13 de dezembro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,6295/L, queda de 0,1% frente aos R$ 2,6259/L do período anterior. Já as usinas goianas tiveram um aumento de 0,5% e as mato-grossenses obtiveram uma retração de 0,4%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 333 cidades, duas a mais do que no levantamento anterior.
De acordo com a ANP, de 8 a 14 de dezembro, os preços médios do etanol subiram em 11 estados e no Distrito Federal, caíram em sete e ficaram estáveis em oito. Já os da gasolina tiveram alta em dez unidades da federação, diminuíram em oito e permaneceram estáveis em nove.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível ficou estável em R$ 3,93/L, o menor preço dentre todos os estados. Da mesma forma, a gasolina manteve o seu valor semanal, vendida a R$ 5,96/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 65,9%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,39/L, com alta de 14%. A gasolina, por sua vez, aumentou 6,1%, para R$ 6,29/L. Com isso, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 69,8%, acima da semana anterior, mas ainda um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou baixa de 0,2% no preço do etanol, que foi negociado a R$ 4,16/L; a gasolina também teve uma retração de 0,2%, para R$ 6,06/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,6% do preço do combustível fóssil, em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma queda de 0,3%, para R$ 3,96/L; por outro lado, a gasolina teve uma elevação de 0,5%, para R$ 6,14/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 64,5%, com vantagem para o biocombustível e a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol reduziu 0,3%, para R$ 3,87/L, enquanto a gasolina baixou 0,3%, para R$ 5,93/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,3% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 69,4% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 0,2%, para R$ 4,35/L, enquanto a gasolina teve um acréscimo de 0,3%, para R$ 6,27/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
O levantamento mais recente totalizou 333 municípios. Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana