Etanol: Preços

Etanol: Preços

Preços nos postos: Combustíveis ficam estáveis enquanto aguardam volta de impostos

Litro do etanol caiu 0,3% na semana, mas o da gasolina subiu 0,2%; relação entre os valores ficou em 74,6%


NovaCana - Publicado: 01 Mar 2023 - 11:58

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 19 a 25 de fevereiro:

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  1. Os valores do etanol caíram em 13 estados e os da gasolina em 11 unidades da federação

  • O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso somente em Mato Grosso

  • O preço do etanol hidratado teve aumento nas usinas mato-grossenses, goianas e paulistas

  • Levantamento de preços da ANP foi realizado em 363 cidades brasileiras, mesma quantia do que na semana anterior


  • Pela segunda semana seguida, os preços dos combustíveis do ciclo Otto ficaram praticamente estáveis na média nacional dos postos brasileiros. Entre 19 e 25 de fevereiro, o valor do etanol caiu 0,3%, de R$ 3,80 por litro para R$ 3,79/L. A gasolina, por sua vez, registrou uma alta de 0,2%, indo de R$ 5,07/L para R$ 5,08/L.

    Os valores foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e correspondem a um levantamento feito em 363 cidades, incluindo a maioria das capitais brasileiras.

    Com isso, o etanol segue em desvantagem comercial. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do renovável e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 74,6% na média nacional, pouco abaixo dos 75% de uma semana antes. Ainda assim, o índice supera o limite considerado economicamente vantajoso para o etanol, de 70%.

    Nas médias estaduais, o renovável segue competitivo somente em Mato Grosso.

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    Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,698/L para R$ 2,7126/L. O aumento foi de 0,5%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve incremento de 2,1% nas produtoras goianas e de 1% nas mato-grossenses.

    Mudanças em breve

    Apesar da calmaria nos preços dos combustíveis nas últimas semanas, anúncios recentes devem alterar este cenário de forma considerável.

    A partir desta quarta-feira, 1º, a Petrobras reduziu o preço da gasolina e do diesel nas suas refinarias. O preço médio de venda de gasolina A da petroleira para as distribuidoras passará de R$ 3,31/L para R$ 3,18/L, uma queda de R$ 0,13 por litro, ou 3,9%.

    A retração acontece após negociações sobre a volta dos impostos federais sobre a gasolina e o etanol, que também passa a valer a partir desta quarta-feira. A reoneração foi informada pelo Ministério da Fazenda na última segunda-feira, 27.

    Os tributos serão de R$ 0,47/L para a gasolina e de R$ 0,02/L para o etanol. A indústria do biocombustível comemorou a decisão, pois ela tende a oferecer mais competitividade para o renovável.

    Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), por conta da redução nas refinarias da Petrobras, o impacto médio da reoneração da gasolina nas bombas será uma elevação de R$ 0,25/L.

    Variações nos estados

    Com a troca da empresa terceirizada responsável pelo levantamento da ANP, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, entretanto, a pesquisa foi feita em 363 cidades, mesma quantidade vista uma semana antes, embora não sejam necessariamente as mesmas localidades.

    Segundo a ANP, de 19 a 25 de fevereiro, os preços do etanol subiram em sete estados e no Distrito Federal, caíram em 12, ficaram estáveis em seis e não foram divulgados em um. Já os da gasolina tiveram alta em nove unidades da federação, queda em 11 e estabilidade em sete.

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    Em São Paulo, o biocombustível teve uma retração de 0,3%, custando R$ 3,69/L, em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 4,95/L, baixa de 0,4%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 74,5%, um resultado que não é economicamente favorável ao renovável e que está levemente acima do observado uma semana antes.

    Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,80/L na média, queda semanal de 1,3%. A gasolina também baixou 2%, para R$ 5,01/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 75,8%, desfavorável ao etanol, e acima dos 75,3% do período anterior.

    Por sua vez, Minas Gerais registrou uma estabilidade no preço médio do etanol em R$ 3,76/L, enquanto a gasolina subiu 0,4%, sendo vendida por R$ 4,97/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 75,7% do preço do combustível fóssil, com o etanol ainda sem competitividade.

    Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve baixa de 2,4%, indo a R$ 3,28/L – o menor valor entre todos os estados. No período, a gasolina caiu 1,2%, para R$ 4,98/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 65,9%; o resultado está abaixo de uma semana antes, quando o valor era de 66,7%, mantendo a relação vantajosa para o biocombustível.

    Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve baixa 0,3%, para R$ 3,83/L. A gasolina, por sua vez, caiu 0,6%, para R$ 4,85/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 79% do preço de seu concorrente fóssil, em um índice acima do observado uma semana antes e a mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país.

    Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 77,4% do preço da gasolina. No período, o renovável teve incremento de 0,2%, para R$ 4,03/L, e a gasolina passou por uma estabilidade em R$ 5,21/L.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Ausência de dados

    No ano passado, os dados estaduais de preços dos combustíveis referentes à semana de 18 a 24 de setembro não foram divulgados pela ANP e, portanto, não puderam ser comparados. Isso ocorreu, conforme a agência, por conta do fim do contrato com a empresa que realizava o levantamento de preços de combustíveis, em 13 de setembro.

    Nas semanas de 25 de setembro a 1º de outubro e de 2 a 8 de outubro, foram divulgados números apenas das capitais brasileiras. Nas semanas subsequentes, outras cidades passaram a elencar a pesquisa, sendo que o levantamento mais recente totalizou 363 municípios.

    Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro e o cronograma prevê um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.

    Gabrielle Rumor Koster – NovaCana