Os preços mundiais do açúcar devem permanecer altos, com possibilidade de novos avanços no curto prazo, diz José Orive
Os preços mundiais do açúcar devem permanecer altos, com possibilidade de novos avanços no curto prazo, diz o diretor executivo da Organização Internacional do Açúcar (ISO), José Orive.
Em palestra nesta segunda-feira na 23ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, ele citou déficit na oferta mundial de 2,1 milhões de toneladas previsto para 2023/24 e expectativa de queda na exportação da Índia e Tailândia.
Os preços do açúcar devem oscilar à medida que a situação na Tailândia e Índia se confirme, segundo Orive. Enquanto na Índia há possibilidade de as exportações neste ano não acontecerem e imprevisibilidade quanto ao volume das chuvas de monções, na Tailândia a colheita tende a ser menor a cada ano.
Segundo Orive, mesmo com um novo governo que apoie o setor e uma política de etanol em desenvolvimento, os produtores tailandeses ainda estão mais inclinados à escolha do cultivo da mandioca.
Para Orive, como o grande fornecedor mundial de açúcar, o Brasil deve tirar proveito dos atuais preços. “Eu diria que, com a Tailândia fora da disputa e a Índia com essa ‘montanha russa’ de monções, é difícil dizer que qualquer país exceto o Brasil poderia estar nessa posição”, afirmou.
Ainda de acordo com ele, países do continente africano têm planos de ampliar significativamente a produção no futuro, mas isto ainda é incerto.
Camila Pessôa