Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) subiram nesta sexta-feira, 3, para uma segunda semana consecutiva de ganhos, uma vez que as enchentes prejudicaram a colheita no Rio Grande do Sul e uma praga causada por insetos reduziu a projeção da Argentina.
O contrato de milho mais ativo na CBOT, com vencimento em julho, avançou 0,5%, para US$ 4,6025 por bushel.
As lavouras foram atingidas por enchentes no Rio Grande do Sul, o segundo maior estado produtor de soja e o sexto maior produtor de milho do Brasil, onde a colheita entrava na etapa final.
“As plantações estão debaixo de 30 centímetros de água. Não sabemos a extensão dos danos porque ainda está úmido e a previsão é de mais chuva”, disse o analista do Rabobank, Vitor Pistoia. “O estado poderia facilmente perder 1 milhão de toneladas”.
Enquanto isso, o clima quente e seco na região central do Brasil está prejudicando o milho que está próximo da colheita e em um estágio crítico de desenvolvimento, disse Pistoia.
Ainda assim, a bolsa brasileira B3 registrou retrações. Os futuros de milho para maio caíram 0,23%, para R$ 57,18 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para julho teve queda de 0,38%, indo a R$ 58,20 por saca.
Mais ao sul, os insetos e o clima adverso fizeram com que a bolsa de grãos de Buenos Aires reduzisse sua estimativa para a safra de milho 2023/24 da Argentina em 3 milhões de toneladas, para 46,5 milhões de toneladas. A Argentina é o terceiro maior exportador de milho do mundo.
Peter Hobson e Sybille de La Hamaide
Com informações adicionais NovaCana