Os contratos futuros de grãos e de soja negociados nos Estados Unidos fecharam em queda nesta quarta-feira, 25, devido às chuvas favoráveis que chegaram às áreas de cultivo na América do Sul e nos Estados Unidos, o que derrubou os preços, disseram analistas.
Os operadores estão atentos às condições climáticas globais depois que uma seca prejudicou a produção agrícola na Argentina e nas planícies dos EUA, além de desacelerar o plantio de soja no Brasil.
As condições na América do Sul são particularmente importantes para os preços agrícolas, dizem os analistas, uma vez que grandes colheitas no Brasil reduziram a demanda pela exportação de milho e soja dos EUA no mercado global.
Por sua vez, as chuvas nas planícies dos EUA atrasarão a colheita de milho e soja no Meio-Oeste por alguns dias, embora os agricultores tenham feito um rápido progresso na colheita de safras no início desta semana, afirmaram os analistas.
“O clima está em foco”, disse o estrategista agrícola sênior da Marex, Terry Reilly. “O Centro-Oeste do Brasil pode receber chuvas durante a segunda semana do prognóstico e a Argentina pode ter chuvas dispersas nos próximos sete a dez dias”.
Assim, o contrato de milho mais ativo na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou em queda de 4 centavos de dólar, indo a US$ 4,80 por bushel, e atingiu o preço mais baixo intradia desde 2 de outubro, a US$ 4,7675 por burshel.
Já a bolsa brasileira B3 viu um movimento misto. Os futuros de milho para novembro subiram 0,41%, para R$ 59,44 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para janeiro de 2024 teve queda de 0,11%, indo a R$ 62,64 por saca.
Tom Polansek
Com reportagem de Gus Trompiz e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana