Os preços futuros do açúcar bruto recuaram na ICE ao menor patamar em mais de duas semanas nesta segunda-feira, enfraquecido em partes pela melhoria nas perspectivas de safra em vários países produtores importantes.
O açúcar bruto para julho fechou em queda de 0,25 centavos de dólar, ou 1,4%, para 17,29 centavos de dólar por libra-peso, após recuar para 16,93 centavos, a mínima desde 27 de maio.
Operadores afirmaram que as ofertas parecem mais amplas, impulsionadas pelo forte ritmo de produção na região centro-sul do Brasil, enquanto as expectativas da safra de 2021/22 nos produtores importantes da Ásia, Índia e Tailândia, estavam favoráveis.

A trading de commodity Czarnikow previu nesta segunda-feira um excedente global de 1,5 milhão de toneladas na temporada atual de 2020/21, devido à alta produção.
As chuvas na Índia ajudaram a melhorar o cenário de produção.
“As condições de produção da cana-de-açúcar permaneceram promissoras (na Índia) com muita chuva. Foi o segundo mês de maio mais úmido em 100 anos, e as chuvas de monções chegaram em tempo”, disse Czarnikow.
O açúcar branco para agosto fechou em queda de 2,80 dólares, ou 0,6%, em 448,50 dólares a tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt