O consumo de combustíveis nos Estados Unidos é regulado pelo governo e estabelece volumes crescentes para a mistura de combustíveis renováveis que alimentam a frota do país. Para garantir o uso dos biocombustíveis, foi criado um sistema de comercialização "simbólica": as companhias de petróleo possuem a opção de comprar um crédito, ao invés de um galão de combustível renovável para cumprir a norma. A comercialização destes créditos está relacionada ao número de série, definido pela sigla RIN, que rastreia todas as etapas para produção de um biocombustível e estabelece uma espécie de cotação para cada classe de produtos.
O combustível renovável mais utilizado nos EUA é o etanol feito à base de milho que pode ser misturado à gasolina na proporção de até 10%, limite referido como E10. É o custo do crédito deste etanol que está sob os holofotes neste momento. O motivo é a alta abrupta registrada nos últimos dois meses. Enquanto no final de janeiro o RIN do etanol era comercializado a US$ 0,20, em fevereiro o valor ficou entre US$ 1,05 e $ 1,13.
Os preços permanecem elevados e motiva um debate intenso nos EUA. Confira abaixo os detalhes da venda desses créditos e as explicações para a forte alta nos preços dos RINs.
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