Cogeração de energia

Cogeração de energia

Preços de energia interrompem sequência de alta e caem na última semana, diz BBCE


Agência Estado - Publicado: 12 Mai 2026 - 08:00

Os contratos de suprimento de energia elétrica no mercado livre negociados na plataforma BBCE interromperam uma sequência de três semanas de alta e caíram, majoritariamente, no período de 4 a 8 de maio.

Um dos destaques é a queda de 17,55% do produto para entrega em maio, que encerrou a sexta-feira, 8, a R$ 229,125 por megawatt-hora (MWh), após ter alcançado os R$ 277,94/MWh no fechamento da semana anterior, em 30 de abril.

Entre as maiores baixas da semana, constam também a energia para entrega em junho, com recuo de 14,42%, a R$ 225,91/MWh; em julho, com queda de 14,42%, para R$ 244,42/MWh; e em agosto, com perda de 8,97%, para R$ 266,24/MWh. Completa a lista o contrato de suprimento no terceiro trimestre de 2026, que encerrou a semana aos R$ 266,22/MWh, valor 7,87% menor que o anotado na sexta-feira anterior.

A queda nos preços da energia para maio pode ser associada às atualizações das previsões para carga e chuva ao longo do mês. Conforme as projeções mais atualizadas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o consumo de energia não deve crescer tanto, na comparação anual, quanto o esperado inicialmente, tendo em vista as temperaturas mais amenas observadas no Centro-Sul do país.

Por outro lado, as afluências foram revisadas para cima nas mesmas regiões, permitindo aumento do nível dos reservatórios sobretudo no Sul, que vinha enfrentando um clima mais seco que a média histórica nos últimos meses, o que pressionou o nível de armazenamento no submercado.

Já os preços da energia para os próximos meses sofrem a influência das renovadas expectativas de configuração do fenômeno El Niño num futuro próximo, contribuindo para o aumento das precipitações no Sul.

Mais uma vez, os produtos de spread lideraram os volumes financeiros e de energia no período. O spread da energia convencional para abril movimentou 1.171 GWh ou R$ 124,82 milhões. Já o spread da energia incentivada gerou a negociação de 769 GWh, ou R$ 137,23 milhões.

Entre os contratos de longo prazo, destaque para as negociações para fornecimento de energia em 2027, que movimentaram 690 GWh, ou R$ 61,39 milhões. O preço do contrato teve oscilação de 0,55%, para R$ 276,82/MWh.

Na lista de maiores altas da semana, aparecem apenas dois contratos anuais de longo prazo: os vencimentos em 2028 (+0,15%, para R$ 251,86/MWh) e 2029 (+0,15%, para R$ 251,86/MWh).

Luciana Collet