Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na ICE devem encerrar o ano cerca de 10% acima dos níveis atuais, à medida que o mercado global se torna deficitário, segundo uma pesquisa da Reuters com dez operadores e analistas.
De acordo com a previsão mediana da pesquisa, o adoçante deve encerrar o ano a 15 centavos de dólar por libra-peso, acima do fechamento de sexta-feira, de 14,10 centavos de dólar por libra-peso, embora ainda marginalmente abaixo de seu nível de 15,01 centavos de dólar visto no final de 2025.
Até agora, o mercado tem sido afetado por um superávit global na atual temporada 2025/26, que, segundo a pesquisa, totalizaria 1,39 milhão de toneladas.
Uma mudança para um déficit de 1,5 milhão de toneladas foi prevista para a temporada 2026/27.
Os participantes da pesquisa esperam que o Centro-Sul do Brasil produza 40,38 milhões de toneladas em 2026/27, pouco diferente da temporada anterior.
Eles observaram que a safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul deve aumentar para 625 milhões de toneladas, acima dos cerca de 610 milhões previstos na atual temporada, mas uma proporção menor de 48,8% será usada para produzir o adoçante, abaixo dos cerca de 50,7% dessa temporada.
“Uma mudança maior do que a prevista para o etanol no Centro-Sul do Brasil elevará os preços”, disse um participante.
A mediana das previsões para a próxima safra de açúcar na Índia, o segundo maior produtor mundial, ficou em 29,9 milhões de toneladas, um pouco acima das 29,5 milhões de toneladas em 2025/26.
Os preços do açúcar branco foram previstos para encerrar o ano em US$ 462,50 por tonelada métrica, um aumento de 13,8% em relação ao fechamento de quinta-feira e no caminho certo para um ganho anual de 8,2%.
Nigel Hunt