Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE subiram nesta sexta-feira, recuperando-se das mínimas de múltiplos anos desta semana, com o fortalecimento do real ante o dólar norte-americano e com os operadores cobrindo suas posições vendidas.
Os ganhos no real tendem a dar suporte aos preços, por diminuir o valor na moeda local das commodities atreladas ao dólar, reduzindo o incentivo de venda. O Brasil é o maior produtor de açúcar do mundo.
"Há operadores que vendem porque eles esperam que os produtores estejam vendendo em real", disse um operador norte-americano, destacando que os especuladores continuam com grandes apostas baixistas.
O contrato outubro do açúcar bruto subiu 0,11 centavo de dólar, ou 1,09 por cento, a 10,23 centavos de dólar por libra-peso, se distanciando da mínima de 10 anos de quarta-feira, de 9,91 centavos de dólar, e terminando a semana com leve alta.

Os preços tiveram um rali de 3,6 por cento nesta sexta-feira, impulsionados pela valorização do real e por dados do setor. O mercado reduziu os ganhos depois de ficar abaixo do nível de resistência da média móvel de 20 dias, de 10,47 centavos de dólar.
Dados quinzenais da Unica mostraram que a produção de açúcar do Brasil na primeira metade de agosto caiu 46 por cento ante a temporada anterior, com as usinas desviando cana para a produção de etanol ao invés do adoçante.
O açúcar branco para outubro ganhou 4,60 dólares, ou 1,5 por cento, a 310,60 dólares por tonelada, fechando a semana com ganho de 1,1 por cento.
As operações em Londres estarão suspensas na segunda-feira em razão de um feriado local.
Chris Prentice e Nigel Hunt