Os contratos futuros de açúcar branco na ICE fecharam em queda acentuada nesta terça-feira, 7, caindo da máxima de cinco anos e meio da sessão anterior, com a fraqueza do real contribuindo para a queda em ambos os mercados.
O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar, e um real mais fraco frente ao dólar geralmente estimula a venda, pois aumenta os retornos em termos de moeda local.
O açúcar branco para agosto caiu US$ 30,60, ou 5,2%, para US$ 563,40 a tonelada. O primeiro contrato subiu para uma máxima de cinco anos e meio, de US$ 599,60, na segunda-feira.
Falou-se no mercado que a forte alta na sessão anterior foi em parte resultado de um “squeeze”, um jargão do mercado para quando alguns investidores têm dificuldade em sair de uma posição específica (posição vendida, nesse caso) e acabam liquidando isso a qualquer preço.
Por sua vez, o açúcar bruto para julho recuou 0,59 centavo de dólar, ou 3%, a 18,97 centavos de dólar por libra-peso.

Marcelo Teixeira e Nigel Hunt