Os preços do açúcar bruto na ICE recuaram nesta sexta-feira e fecharam o mês com uma queda de 8,8%, seu maior declínio mensal desde julho de 2018, à medida que a perspectiva de um aumento nas exportações pela Índia pressionou o mercado.
O contrato outubro do açúcar bruto fechou em queda de 0,07 centavo de dólar, ou 0,6%, a 11,14 centavos de dólar por libra-peso, após recuar até uma nova mínima de 11 meses, de 11,05 centavos.
O vencimento cedeu 8,8% no mês, sua maior queda percentual mensal em pouco mais de um ano.

Nesta semana, a aprovação de subsídios de exportação da Índia para 2019/20 foi uma grande influência baixista no mercado, segundo operadores. Ainda há, entretanto, alguma incerteza sobre se os atuais níveis dos preços permitirão que os 6 milhões de toneladas elegíveis para o esquema sejam de fato exportados.
Mesmo assim, o enfraquecimento da rúpia indiana ampliou as preocupações a respeito de possíveis exportações massivas, disseram operadores.
A recente fraqueza do real também pressionou o mercado, já que pode encorajar a venda por produtores de commodities precificadas em dólar, como açúcar e café.
A indústria de etanol do Brasil está buscando conquistar uma fatia do mercado chinês do biocombustível, à medida que a nação asiática coloca como meta uma mistura de 10% na gasolina, mas um salto nas exportações no curto prazo é improvável.
O açúcar branco para outubro recuou 2,70 dólares, ou 0,9%, para 301,60 dólares por tonelada, depois de tocar a marca de 301 dólares, mínima para o primeiro mês.
Ayenat Mersie e Maytaal Angel