Os futuros de açúcar negociados na ICE registaram alta nesta terça-feira, 13, com a antecipação de compras de contratos relacionada aos rebalanceamento anual dos índices de commodities, que acontece nesta semana.
O contrato de açúcar bruto com vencimento em março subiu 0,05 centavo de dólar, ou 0,3%, para 14,89 centavos de dólar por libra-peso. Por sua vez, o contrato do açúcar branco para o mesmo mês avançou US$ 3,90, ou 0,9%, indo a US$ 427,30 por tonelada.
O Citigroup projeta que o BCOM e o S&P GSCI, os dois principais índices de commodities, receberão entradas de US$ 1,2 bilhão em contratos futuros de açúcar nesta semana para rebalancear os indicadores.

Ainda assim, a maior produção de açúcar no Brasil é um fator negativo para os preços. Nesta terça-feira, a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) divulgou que a fabricação acumulada de açúcar do Centro-Sul do Brasil em 2025/26 até meados de dezembro aumentou 0,9% ante a safra anterior, para 40,16 milhões de toneladas. Além disso, a proporção de cana direcionada para a produção de açúcar subiu para 50,9% em 2025/26, ante 48,2% em 2024/25.
A perspectiva para um excedente global de açúcar também é negativa para os preços. Na segunda-feira, 12, a Covrig Analytics elevou sua estimativa de superávit em 2025/26 para 4,7 milhões de toneladas, frente a 4,1 milhões de toneladas em outubro. No entanto, a Covrig projeta que o excedente global de açúcar em 2026/27 cairá para 1,4 milhão de toneladas, já que os preços baixos desestimulam a produção.
Rich Asplund
Com tradução e adaptação NovaCana