Açúcar: Mercado

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Preços do açúcar bruto devem se recuperar, mas ainda terão queda anual, aponta pesquisa


Reuters - Publicado: 20 Ago 2024 - 08:17

Os preços globais do açúcar bruto devem recuperar terreno durante o restante de 2024, mas ainda assim terminarão com uma pequena perda anual de menos de 3%, mostrou uma pesquisa da Reuters com dez traders e analistas nesta segunda-feira, 19.

O adoçante deve fechar o ano a 20 centavos de dólar por libra-peso, 10,9% acima do fechamento de sexta-feira, mas ainda 2,8% abaixo dos níveis do final do ano passado, de acordo com a previsão mediana da pesquisa.

Espera-se que uma queda na produção do Centro-Sul do Brasil em 2024/25, após uma safra recorde de cana na temporada anterior, contribua para uma recuperação dos preços.

A previsão é de que a principal região produtora de cana do mundo colha uma safra de 610,5 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 654,4 milhões de toneladas da temporada anterior.

As usinas brasileiras devem favorecer o açúcar na safra 2024/25, com 50,5% da cana usada para produzir o adoçante, acima dos 48,9% em 2023/24. O restante é usado para produzir etanol.

A produção de açúcar do Centro-Sul foi vista em 40,9 milhões de toneladas, abaixo dos 42,4 milhões em 2023/24.

“O ritmo das exportações brasileiras não pode continuar em níveis recordes por muito mais tempo. Quando o ritmo das exportações brasileiras diminuir, as perspectivas melhorarão”, disse o analista John Stansfield, da DNEXT Intelligence.

A Índia, o segundo maior produtor e principal consumidor de açúcar, deverá produzir 30 milhões de toneladas de açúcar em 2024/25, abaixo das 32,05 milhões de toneladas em 2023/24.

Os participantes ficaram divididos sobre se haverá um superávit ou déficit global na temporada 2024/25, com uma previsão mediana de um superávit de apenas 780 mil toneladas, em comparação com um superávit de 1,4 milhão de toneladas em 2023/24.

Os preços do açúcar branco devem encerrar o ano em US$ 545 por tonelada, um aumento de 5,5% em relação ao fechamento de sexta-feira, mas ainda assim encerrarão o ano com uma perda anual de 8,6%.

Nigel Hunt