Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE caíram ligeiramente nesta sexta-feira, 27, saindo do pico de cinco meses registrado na sessão anterior.
O contrato de açúcar bruto com vencimento em maio caiu 0,11 centavo de dólar, ou 0,7%, a 15,76 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir uma máxima de cinco meses, de 15,97 centavos de dólar por libra-peso, na quinta-feira.
Os comerciantes disseram que as vendas comerciais e de origem ajudaram a estancar temporariamente a recente alta dos preços, mas o clima geral permaneceu de alta.

Um aumento impulsionado pela guerra nos preços do petróleo e dos fertilizantes também ajudou a elevar as cotações no mercado de açúcar.
As usinas do Centro-Sul do Brasil destinaram 95,14% de sua cana-de-açúcar para a produção de etanol na primeira quinzena de março, acima dos 69,87% do ano anterior, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) divulgados na sexta-feira, 27. Mas o volume de cana processada ainda está baixo, típico da entressafra.
Os comerciantes disseram que, no momento, é mais lucrativo para as usinas usar a cana para produzir etanol do que açúcar, limitando a produção do adoçante.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco perdeu 0,2%, para US$ 458,60 a tonelada.
Nigel Hunt e Marcelo Teixeira